Skip to content

De joelhos o “futuro” suplica o fim da violência

  • Home
  • Blogs
  • De joelhos o “futuro” suplica o fim da violência

Blog

De joelhos o “futuro” suplica o fim da violência

O dia a dia na editoria de um jornal, portal eletrônico ou rádio, nos depara com cenas impressionantes que marcam e deixam imagens praticamente congeladas em nossa mente. A violência que tem avançado e tomado proporções que levam para a própria banalidade, tem nos colocado em situações em que somente os ossos do ofício, podem revelar uma explicação plausível para a frieza e o profissionalismo que devem ser usados nesses momentos.

Algo que continua chocando são os crimes que envolvem crianças e, esses, parecem que no ritmo da assustadora violência que tomou Penedo, também se fazem presentes nos mais remotos cantos da cidade. Neste domingo (09), recebemos um e-mail em nossa redação, informando que uma cena triste chamava a atenção de pessoas que estavam na praça de Santa Cruz e nas proximidades. Eis que um homem começou a espancar uma mulher, possivelmente sua companheira e, somente parou quando de joelhos, um menino que deveria ter 7 ou 8 anos, pediu para que a cena de covardia fosse interrompida.

A pessoa que enviou o e-mail informou que ligou para a Delegacia Regional e foi orientado a contactar o Batalhão de Polícia Militar, mas, infelizmente não conseguiu falar com os militares pelos fones 3551-4234 e 4154. Não foi informado no e-mail se o 190 também foi tentado! Até o momento umas das instituições que tem gerado verdadeiro motivo de orgulho para o povo do Baixo São Francisco é sem dúvida alguma a Polícia Militar, principalmente os lotados no 11º Batalhão, atualmente comandado pelo competente Marcus Aurélio Pinheiro, que de forma honesta, cidadã e justa, tem conduzido os destinos do policiamento no município ribeirinho com respeito ao cidadão penedense que em paralelo tem contribuído e dignamente reconhecido o trabalho de nossos policiais militares.

Não há o que pensar muito quando presenciamos uma cena em que um desequilibrado emocionalmente baixa a pancada em sua companheira e marca seu filho para sempre, ocasionando brechas para que se torne um elemento traumatizado e com traços psicóticos, vítima de uma sociedade que lhe virou as costas de forma igual àquele que ele chamava de pai. A lei nesse caso protege a mulher espancada, enquadrando o sujeito covarde na Lei Maria da Penha. Ao acusado o estado garante o direito de defesa gratuita. Já ao pequenino o tempo se responsabilizará de apagar da sua mente a triste violência que lhe fez cair de joelhos e implorar que parassem de bater em sua mãe para que seu pequeno coração também parasse de doer.

Triste país em que o seu “futuro” agoniza de joelhos pelo fim da violência!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Lidas

Mais Comentadas

Veja Também