Plenário da Câmara Municipal de Maceió
Líderes estudantis e integrantes do movimento sem-teto ocuparam o plenário da Câmara Municipal de Maceió, nesta quinta-feira (1), para cobrar a apreciação de um projeto de lei que prevê o passe livre nos ônibus e ações que beneficiem moradias populares. A sessão foi suspensa e os manifestantes foram convidados pelo presidente da Casa, vereador Chico Filho (PP), para explicar as demandas, especialmente do grupo que foi despejado de uma invasão no bairro da Santa Lúcia.
Também foi negociado o envio de médicos do município para consultas aos sem-teto que estão ocupando um prédio pertencente ao INSS, o que aconteceu na noite de hoje, após o vereador Chico Filho ter contatado por telefone o secretário Municipal de Saúde, João Marcelo Lyra. Apesar do tumulto, não houve incidentes, nem nenhum dano ao patrimônio público.
Segundo a dirigente da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Aneel), Laís Cavalcante, a pauta do Passe Livre precisa entrar na ordem do dia dos vereadores. Segundo ela, os manifestantes estão dispostos a permanecer mobilizados na busca pelo Passe Livre. “As necessidades da população precisam ser ouvidas e isso é o que estamos cobrando. Queremos que tudo que nossos direitos sejam respeitados”, disse a líder estudantil da Ufal.
Chico Filho afirmou que a Câmara de Maceió está aberta aos debates com a sociedade para que juntos busquem soluções para os problemas da cidade. Uma parte dos manifestantes queria a aprovação imediata da redução da passagem de ônibus e foi convencida de que o debate precisa ser ampliado e aprofundado, obedecendo o trâmite legal. “O movimento mostrou maturidade e respeito ao manter o diálogo. Ouvimos as reivindicações e apresentamos propostas para os impasses pontuais, como a ausência de médicos”, afirmou o presidente.
Chico explicou que a Câmara não poder ir de encontro a uma decisão judicial, no caso dos sem-teto despejados do bairro do Santa Lúcia. Ele ainda informou que não poderia votar um projeto que nem sequer estava na pauta com o risco dele ser derrubado na Justiça por vício formal.
“É importante que saibam que a Câmara está do lado do cidadão, mas não temos como resolver determinadas questões. Temos que obedecer aos trâmites. Se assim não for feito, nossos atos não terão validade”, disse o presidente.
Oito vereadores acompanharam a sessão até o final. Além de Chico Filho (PP), Silvânio Barbosa (PSB), Silvania Barbosa (PPS), Wilson Júnior (PDT), Heloísa Helena (PSOL), Guilherme Soares (PSOL), Galba Neto (PMDB) e Marcelo Gouveia (PRB).
