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Penedo

Uso de bebê em disputa política é “nojento e vergonhoso”, diz Martha Martyres em editorial na Penedo FM; veja vídeo

Em sua fala, Martha repudiou com veemência a utilização de uma criança em disputas políticas, já que Guilherme Lopes é pré-candidato a deputado estadual

A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos de Penedo, Ana Teresa Koenigkan Lopes, veio a público desmentir uma informação divulgada nas redes sociais que afirmava que ela e o marido, o ex-secretário Executivo de Saúde de Alagoas, Guilherme Lopes, teriam escolhido a cidade de Brasília para o nascimento da filha.

A declaração surgiu após a repercussão de uma publicação feita por um blogueiro, que levantava a narrativa envolvendo o parto. Em resposta, a secretária foi enfática ao esclarecer que a filha nasceu em Alagoas, em um parto antecipado e de alto risco.

“Minha filha nasceu em Alagoas, em um parto antecipado e de alto risco e isso é um fato. Não houve essa ‘escolha’ que estão tentando insinuar. Usar o nascimento de uma criança para fazer narrativa política, ainda mais com informação falsa, é desonesto e irresponsável. Respeitem a verdade!”, afirmou.

A repercussão do caso foi imediata. Nas redes sociais, internautas criticaram duramente a divulgação de informações falsas, principalmente por envolver uma recém-nascida e uma gestação delicada. O episódio ganhou ainda mais destaque após um contundente editorial da radialista Martha Martyres, durante a abertura do programa Lance Livre, da Rádio Penedo FM (97,3 Mhz e www.penedofm.com.br).

Em sua fala, Martha repudiou com veemência a utilização de uma criança em disputas políticas, já que Guilherme Lopes é pré-candidato a deputado estadual, e classificou a prática como antiética e perigosa para a sociedade. Segundo ela, colocar um recém-nascido no centro de narrativas políticas fere princípios básicos do jornalismo e da dignidade humana.

“Um bebê não tem voz, não tem escolha. Depende totalmente dos adultos para proteção e cuidado. Quando é colocado no centro de disputas ideológicas, deixa de ser visto como sujeito de direitos e passa a ser tratado como instrumento”, destacou.

A radialista também chamou atenção para o impacto emocional e social desse tipo de prática, afirmando que a imagem de uma criança carrega simbolismos profundos, como inocência e fragilidade, e não deve ser usada para influenciar opiniões ou mobilizar apoios políticos.

Durante o editorial, Martha Martyres fez duras críticas à disseminação de fake news, principalmente em períodos de pré-campanha eleitoral. Ela alertou que o uso de informações falsas pode confundir a população, prejudicar reputações e até comprometer processos democráticos.

A comunicadora reforçou que há uma diferença clara entre erro jornalístico e a fabricação intencional de notícias falsas, classificando esta última como prática criminosa. “A liberdade de imprensa é fundamental, mas libertinagem na imprensa é crime e deve ser tratada como tal”, afirmou.

Ela ainda destacou que a credibilidade é o principal patrimônio do jornalismo e que sua perda afeta não apenas profissionais da área, mas toda a sociedade.

Ao final do editorial, a radialista fez um apelo por mais responsabilidade no debate público, defendendo campanhas políticas baseadas em propostas, ideias e respeito à legislação.

Ela também alertou para o uso de estratégias emocionais e da desinformação como ferramentas de manipulação, destacando a necessidade de atuação firme da Justiça Eleitoral diante de possíveis irregularidades. “O uso da desinformação e da exposição indevida de pessoas, inclusive crianças, é um desrespeito à sociedade. É preciso ética, responsabilidade e compromisso com a verdade”, concluiu.

Veja vídeo: