UPA de São Miguel: quase 8 mil atendimentos em apenas dois meses
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Doutor Nailson Tenório Ferreira, localizada no Loteamento Hélio Jatobá II, no município de São Miguel dos Campos, já colhe bons frutos com o acolhimento e a garantia qualificada do serviço. A unidade é mantida pelos governos federal, estadual e municipal.
De 6 de junho até 3 de agosto, foram registrados 7.917 pacientes assistidos pelo novo serviço, sendo 5.585 atendimentos clínicos adultos e 2.332 pediátricos. Quanto à Classificação de Risco, 146 usuários foram agrupados na cor vermelha; 3.425 na amarela; 3.832 na verde e 514 no azul-escuro.
Do tipo II, a UPA de São Miguel dos Campos possui 12 leitos e um corpo clínico de 80 profissionais, e é mantida com recursos do governo federal, estadual e municipal, tendo capacidade para receber 7.500 pacientes, nos serviços de urgência e emergência, com observação 24 horas, ao longo dos sete dias da semana. E recebe pacientes dos municípios de Anadia, Boca da Mata, Campo Alegre, Junqueiro, Roteiro, São Miguel dos Campos e Teotônio Vilela.
Foi o caso da aposentada Eunice Maria da Conceição, de 68 anos, que precisou do atendimento após sentir fortes dores na barriga, cansaço e vômitos constantes. Moradora do Beco do Zé Roque, localizado na ladeira do cemitério, em São Miguel dos Campos, ela conta que, quando não existia a UPA, precisava recorrer aos serviços de outras unidades.
Para Conceição, a população miguelense tinha a necessidade de um serviço que possibilitasse melhor assistência aos usuários que procuravam por atendimento de saúde qualificado 24 horas por dia, que resolvesse grande parte das urgências e emergências. “Aqui eu sou muito bem recebida,desde a entrada até a saída. O atendimento é rápido e os profissionais são muito competentes”, elogiou.
A UPA tem ajudado a melhorar a saúde das crianças também. Josileide da Silva Félix, de 40 anos, buscou atendimento no local, após observar que os sintomas da tosse seca, febre e vômito do seu filho não paravam. “Dei alguns remédios, mas percebi que ele não melhorava. Então resolvi trazê-lo à UPA, pois o atendimento, aqui, vai muito além das expectativas”, enalteceu o serviço.
De acordo com Maroli Carvalho, diretora da unidade, a demanda maior é da população de Alagoas. Entretanto, a UPA tem recebido pessoas de outros estados, como Bahia, São Paulo e Goiânia, uma vez que o município fica próximo do trecho da BR-101 – que corta Alagoas, ligando as cidades de Novo Lino, divisa com o Estado de Pernambuco e Porto Real do Colégio -, considerado um dos mais perigosos do País para o tráfego de ônibus interestaduais.
Para garantir maior segurança e qualidade do serviço, a UPA criou um protocolo de pacientes, baseado no Ministério da Saúde (MS), através do uso de cores, implantado, em grande parte, com o uso de pulseira de identificação para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que define rapidamente qual é a situação de cada paciente, resultando em atendimentos mais rápidos, a fim de evitar a superlotação dos serviços, a exemplo do Hospital Geral do Estado, o HGE.
O serviço
Após uma triagem baseada em sintomas, de forma a representar a gravidade do quadro e o tempo para cada paciente, os usuários são classificados por cores: emergência (vermelho) é quando o paciente necessita de atendimento imediato no qual exista risco de morte; urgência (amarelo) é o caso em que o paciente necessita de atendimento rápido, mas não é considerado emergência, podendo aguardar que sejam atendidas as ocorrências mais graves; pouco urgente (verde) é o caso menos grave, mais que exige atendimento médico em até duas horas; não urgente (azul-escuro) é o caso de menor complexidade e sem problemas recentes, podendo ser atendido em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS).
A direção da UPA também colocou à disposição dos usuários uma Pesquisa de Satisfação e uma caixa de sugestões, localizada na recepção da unidade, cuja finalidade é conhecer a opinião de cada paciente que entra no equipamento de saúde. Dessa forma, já é possível descobrir a imagem passada pela UPA e, com isso, adotar medidas que melhorem o atendimento. “Por meio desses instrumentos, vamos avaliar os nossos pontos fortes e fracos, além de planejar a melhor forma de abordagem e descobrir quais estratégias trazem melhores resultados”, garantiu Maroli Carvalho.
Apesar de poucos meses em funcionamento, para ela, o balanço é positivo. “Estamos chegando aonde planejamos. Esse equipamento de saúde não seria possível sem o apoio do governador do Estado, Renan Filho, e das secretarias estadual e municipal, que tem nos dado condições suficientes para desenvolvermos um trabalho ágil, efi
