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Uma Bela E Repulsiva Mulher

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Uma Bela E Repulsiva Mulher

Difícil acreditar que alguém na ânsia de aparecer, pouco importando os meios, seja capaz de cometer uma conduta animalescamente degradante e repulsiva que denigre a própria imagem, ao mais baixo nível que se possa imaginar. O mais inacreditável é que essa pessoa, uma jovem bonita e atraente seja, absurdamente, autora de um gesto que trai seus encantos, rebaixando-a a mais acabada imagem de uma vaca. Sabemos que o racional e o sublime estão inextricavelmente ligados às funções animais. É esquisito e inconcebível, mas assim quis o criador para, com toda probabilidade, não nos sentirmos como semideuses. Acontece que as necessidades fisiológicas costumamos fazê-las reservadamente sob pena de nos igualarmos a cães vadios. A nossa pretensa nobreza é empanada pelo orifício anal.

Com essa introdução, rosto contraído pelo inconformismo e decepção, Carlos Bituca procurava justificar seu asco a uma cena que chegou a causar-lhe incontrolável desejo de vomitar. Está acostumado a ver tantas outras, esquisitas e divertidas, sempre enviadas pelo whatsapp por um amigo viciado a bisbilhotar as redes sociais em busca do insólito. A internet, continuou, excetuado o que é instrutivo, é um amontoado de lixo da pior espécie. É o mais amplo mercado que expõe a síntese do homem desde a grandeza de suas virtudes, à baixaria de sua índole rasteira e abjeta.

Não sou puritano, sou enfático, e tenho aversão ao puritanismo. A minha revolta não diz Respeito a isso, mas a horripilante cena de uma linda mulher transformada num sujo animal. Acontece que tenho dentro de mim uma tendência inata em querer ver na mulher um comportamento avesso a imagens grotescas. Imagino-a sempre com um certo pudor que lhe dá um ar de feminilidade.

Por que, prosseguiu, tantas pessoas são capazes de pagar qualquer coisa para se exibir, mesmo que de uma maneira desprezível? Sem mais delongas, vou dizer-lhe o que assisti. Não tive estômago para ver uma segunda vez. Era uma jovem, provavelmente uma quenga. Aparecia de calcinha e sutiã e começa a despir-se. Tira a peça de cima e logo após a segunda, instantaneamente, escorre por entre as nádegas um forte jato de merda. Inacreditável, meu amigo! Nunca, em toda minha vida, senti tamanha repulsa e nojo por uma mulher. Aquilo não podia ser uma cena humana, especialmente em se tratando de uma bela mulher.

Não estou, desde então, sentindo-me mentalmente bem. A imagem daquela moça, ligeiramente encurvada, a disparar uma saraivada de merda, tornou-se fixa em minha mente. Não consigo ver as mulheres em suas diferenças. Vejo-as, na sua totalidade, iguaizinhas à desprezível personagem em tela. E o pior é que a potência, apagado o charme feminino, diluiu-se como o éter. Necessito de um psicólogo para tentar remover da minha mente aquela imagem da bela e repulsiva mulher, para que possa voltar à normalidade.
 

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