Rymes Lessa e Carlos Ronalsa em 1º de janeiro de 2025 - Foto: Arquivo Pessoal
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) rejeitou, por unanimidade, nesta terça-feira, 03 de novembro, os embargos de declaração apresentados pela defesa de Rymes Lessa. A decisão mantém a cassação do prefeito afastado de Piaçabuçu e do vice-prefeito Carlos Ronalsa, reforçando o cenário de realização de uma eleição suplementar no município.
O julgamento terminou com seis votos contrários ao pedido da defesa. Todos os desembargadores acompanharam o entendimento do relator, Hélio Pinheiro Pinto, sem qualquer divergência.
A cassação foi determinada inicialmente pela 13ª Zona Eleitoral e posteriormente confirmada pelo próprio TRE-AL. O processo envolve acusações de abuso de poder político e econômico, além de práticas vedadas pela legislação eleitoral durante a campanha de 2024.
Com a rejeição dos embargos, permanece válida a decisão que retirou os dois gestores dos cargos e determinou a realização de novas eleições para prefeito e vice-prefeito. A data do pleito suplementar e o respectivo calendário eleitoral ainda serão definidos pela Justiça Eleitoral.
Até lá, Wisney André segue no comando da Prefeitura de Piaçabuçu de forma interina. Quem vencer a eleição suplementar ficará responsável por concluir o mandato, que termina em dezembro de 2028.
Apesar do novo resultado desfavorável, Rymes Lessa ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma eventual apresentação de recurso, no entanto, não significa que ele poderá reassumir a Prefeitura nem impede automaticamente a realização de novas eleições. Para suspender os efeitos da cassação, a defesa precisará obter uma decisão judicial específica nesse sentido.
