A juíza de direito da 8ª Vara Civil de Maceió, Maria Valéria Lins Calheiros, julgou favorável uma ação judicial a respeito da retificação da mudança de nome no registro civil entre outros documentos de identificação de uma transexual alagoana.
Trata-se de uma conquista histórica em Alagoas. Eryka Fayson passa a ser a primeira trans-mulher alagoana a conseguir na justiça a mudança de nome, além de ser a primeira transexual do estado a fazer cirurgia reparadora de sexo.
Eryka Fayson Marinho de Oliveira Nascimento, nascida em 09 de março de 1970, foi registrada por seus pais, com o nome masculino representado pelas iniciais “E.M.O”, mas desde os seus 9 anos de idade se sentia diferente, por este motivo acabou adquirindo vários problemas psicológicos.
A partir dos seus 17 anos de idade, Fayson começou a mudar o seu comportamento social, passando assim, a se vestir com roupas adequada a sua orientação e identidade sexual. Aapós os 23 anos de idade Eryka começou a passar por varias cirurgias, que transformaram e readequaram o seu corpo a sua verdadeira identidade, “feminina”.
Eryka Fayson explica que aos 19 anos de idade ingressou nas Forças Armadas “Marinha do Brasil”, através de Concurso Público Federal, exercendo com a patente de Soldado do Corpo de Fuzileiros Navais. Infelizmente seus Comandantes Superiores da Marinha, não admitiram que ela seguisse carreira, sendo assim, passando por vários conflitos, “resumo”, teve que se reformar compulsoriamente por invalidez permanente e definitiva, devido o preconceito e a descriminação. Já em 2003 a transexual fez a sua cirurgia de redesidgnação sexual em São Paulo – SP.
Para o presidente do Grupo Gay de Alagoas – GGAL, Nildo Correia, esta ação criou uma grande expectativa, pois desde a publicação da sentença, a entidade se prepara para entrar com uma ação, onde pedirá a mudança de nome para outras transexuais alagoana, como também solicita do governo estadual e municipal o custeio do tratamento do processo transexualizador, para ser feito em outro estado, já que Alagoas não possui programa específico e voltado para esses casos, com base e orientação do Ministério da Saúde.
