Ana Beatriz Cavalcante trabalhava como enfermeira do Hospital Regional - Foto: Reprodução
O processo que investiga o feminicídio da enfermeira Ana Beatriz Cavalcante Ramos, ocorrido em dezembro de 2025 no município de Penedo, interior de Alagoas, avançou para a fase final da primeira etapa judicial. A informação foi confirmada pela promotora de Justiça Lídia Malta, que destacou que todas as testemunhas já foram ouvidas.
De acordo com a promotora, a fase de instrução foi concluída e, agora, o processo segue para a apresentação das alegações finais. Após essa etapa, caberá ao juiz decidir se o caso será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O principal suspeito do crime é o policial militar José Maxwell Lemos Simões, que mantinha um relacionamento com a vítima. Segundo as investigações, após o crime, ele teria tentado fugir, mas acabou se envolvendo em uma colisão na zona rural de Penedo, sendo socorrido em seguida.
Lídia Malta ressaltou que o Ministério Público baseia sua atuação nas provas reunidas ao longo da investigação e demonstrou confiança na consistência do material apresentado. Ela também criticou as teses da defesa, classificando-as como recorrentes em casos semelhantes, mas sem sustentação diante do conjunto probatório.
“A Ana Beatriz tinha um relacionamento conturbado, sofria muito internamente. Era um sofrimento psicológico que ficou bastante evidenciado e terminou nesse desfecho trágico, que foi o covarde assassinato”, afirmou a promotora.
O Ministério Público informou ainda que pretende buscar a condenação do acusado, que deve responder com base na nova legislação que trata do feminicídio, reforçando o compromisso com a responsabilização penal. “Infelizmente, a gente não vai poder trazer de volta a Ana Beatriz, não vai poder trazer de volta a paz completa daquela família, mas vai trazer um alento que é a realização da justiça. É isso que o Ministério Público pretende”, reforçou Lídia Malta.
Caso o juiz decida pelo envio ao Tribunal do Júri, o processo entrará em uma nova fase, em que caberá à sociedade, por meio dos jurados, decidir sobre a responsabilidade do acusado no crime.
