Secretaria vem implementando uma série de medidas
Com o objetivo de facilitar o acesso de pacientes com suspeita clínica ou forte suspeita clínica de doença oncológica ao atendimento e acolhimento adequado na rede pública de Maceió, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), vem implementando, por meio do Núcleo de Oncologia do Município, uma série de medidas na área da assistência.
Criado em 2014 como um núcleo multidisciplinar, o Núcleo de Oncologia está instalado no 2º Centro de Saúde Dr. Diógenes Jucá Bernardes, localizado na Praça da Maravilha, no Poço. O núcleo surgiu com a responsabilidade de promover o acolhimento, direcionamento e acompanhamento desses pacientes, de acordo com os parâmetros e regras estabelecidos pela Portaria MS 140/2014.
Para garantir um atendimento eficiente e humanizado, a Coordenação do Núcleo vem promovendo, desde o início deste ano, uma reestruturação no fluxo da rede oncológica de Maceió, o que tem possibilitado o atendimento de um maior número de demandas por triagem oncológica no Município, que disponibiliza um total de 35 triagens por semana.
“Procuramos reestruturar esse fluxo para que esse usuário confirme ou elimine a suspeita com um diagnóstico preciso o quanto antes e, se for o caso, seja encaminhado para o tratamento necessário o mais rápido possível, garantindo a assistência adequada ao usuário do SUS”, ressalta o coordenador do Núcleo, Roberto Firpo.
Com a reestruturação, as unidades de saúde do Município – unidades básicas ou da Estratégia Saúde da Família – passaram a ser a porta de entrada para o paciente com uma suspeita clínica de doença oncológica. As unidade têm a responsabilidade e autonomia de marcar novos exames ou consultas nas unidades de referência de cada Distrito Sanitário pelo Sistema de Regulação (SISREG/CORA).
Em caso de forte suspeita clínica, as unidades deverão fazer seu encaminhamento para a triagem oncológica na rede credenciada, que são os Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), na Santa Casa de Maceió e no Hospital Universitário, e a Unidade de Assistência de Alta Complexidade (Unacon), no Hospital do Açúcar.
“Se em qualquer etapa desse processo, a unidade encontrar dificuldades para o atendimento de uma demanda no fluxo normal, é o Núcleo que passará a atuar para assegurar ao paciente o acesso necessário a marcação de exames, cirurgias oncológicas, consultas com especialistas, internações e cuidados paliativos através do SUS”, reforça o coordenador.
Ele lembra que as novas diretrizes estabelecidas para o fluxo dos pacientes com suspeita clínica oncológica foram repassadas pela Coordenação em reuniões com os profissionais envolvidos no trabalho, e seus resultados já começaram a ser monitoradas pelo Núcleo de Oncologia.
