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Maceió

SMS promove capacitação sobre manejo de pacientes

Diretores e profissionais das unidades de saúde do município participaram, na Procuradoria Geral do Município (PGM), de uma capacitação sobre manejo clínico de doenças como dengue, zika vírus e febre chikungunya e encaminhamento na rede de atenção básica pelos profissionais de saúde. O encontro foi promovido pela Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SMS, Cecília Guimarães, iniciou o encontro apresentando a ficha de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), sendo este, o instrumento mais importante para a vigilância epidemiológica, que visa complementar, conferir, confirmar e, se necessário, corrigir informações contidas nas notificações. Além das doenças já existentes na lista de agravos, viraram de notificação compulsória o zika vírus em estágio agudo (notificação semanal), o zika vírus em gestante (imediata) e a febre chikungunya e zika vírus quando levam a óbito (imediata).

Em Maceió, no ano de 2015, houve 61 notificações de febre chikungunya, destes, 11 casos foram confirmados e 50 descartados. Já em 2016, o número de notificações subiu para 67, sendo 29 confirmados e um descartado. Em relação ao zika vírus, os índices são um pouco maiores. Em 2015 foram notificados 3.928, com confirmação laboratorial de 15 casos e confirmados por critério clínico epidemiológico foram 3.910. Em 2016, foram notificados 497, confirmados em laboratório de um e por critério clínico, 491.

“Para a febre chikungunya, um paciente com suspeita da doença apresenta febre de início súbito maior que 38,5°C, dores musculares ou artrite intensa de início agudo, não explicado por outras condições, sendo residente ou tendo visitado áreas endêmicas ou epidêmicas até duas semanas antes do início dos sintomas”, explicou Cecília Guimarães, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SMS. Até o momento, não há tratamento antiviral específico. A terapia utilizada é de suporte sintomático, hidratação e repouso.

Em relação ao Zika vírus, a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SMS, esclarece que os principais sintomas são febre, dores musculares, conjuntivite, diarreia, edema nos membros inferiores e dores abdominais. As manifestações neurológicas da doença costumam aparecer de 4 a 20 dias após o início dos sintomas, como a síndrome do de Guillain Barre. Não há tratamento viral específico, só repouso, hidratação, anti-histamínicos, não sendo recomendável o uso de drogas antiinflamatórias devido a risco de hemorragia.

No Brasil, até o dia 13 de fevereiro de 2016, foram confirmados 508 casos de microcefalia e 837 descartados, 3.935 ainda estão sob investigação, segundo o Ministério da Saúde. Em Maceió, foram notificados 61 casos, destes, quatro foram confirmados com possível relação com o zika vírus.

Manejo de pacientes

Para os pacientes que procuram a unidades de saúde é necessário que os profissionais, em caso de dengue, investiguem sangramentos e sinais de alarme como hidratação, pulso arterial, temperatura e pressão arterial.

Se o paciente não está dentro de grupos de risco e nem apresenta sinais de alarme e gravidade, o tratamento é feito na própria unidade. Já nos casos graves e com critérios de internação, os pacientes são encaminhados ao HDT. Existem ainda, algumas unidades de saúde que são referência e que devem ser procuradas em caso de dengue com sinais de alarme:

– 1º/2º e 3º Distritos Sanitários – UPA Trapiche;

– 4º e 5º Distritos Sanitários – Unidade Básica de Saúde (USB) Ib Gatto Falcão;

– 6º Distrito Sanitário – UBS João Paulo II;

– 7º Distrito Sanitário – Unidade Básica de Saúde (USB) Ib Gatto Falcão;

– 8º Distrito Sanitário – UPA Trapiche.