Chama Olímpica segue seu percurso ao longo desta semana
A chama Olímpica segue seu percurso ao longo desta semana, entre 4 e 10 de julho, por 26 cidades gaúchas e oito catarinenses. No trajeto, a tocha passa por tradicionais pontos turísticos do Rio Grande do Sul, como os localizados na região missioneira, serrana, e na capital Porto Alegre; e de Santa Catarina, chegando em Florianópolis dia 10. Serão quilômetros em terras gaúchas e catarinenses, o que permitirá conhecer peculiaridades dessas culturas.
No trajeto gaúcho, um dos destaques do percurso da tocha nesta segunda-feira (4) é a passagem por São Miguel das Missões, município onde localiza-se o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo e as ruínas jesuítas, declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco em 1983. O sítio arqueológico conta com o Museu das Missões, que abriga estátuas de imagens sacras feitas pelos índios Guarani.
No município, o símbolo olímpico será conduzido por Valter Rodrigues Braga, idealizador do Ponto de Memória Missioneiro, um espaço que reúne objetos que fazem referência à história da região missioneira. São peças que remontam ao período dos chamados Sete Povos das Missões Orientais, além de artefatos e instrumentos de grupos de imigrantes que ocupavam o atual território de São Miguel das Missões. O acervo também guarda bens da cultura material indígena, particularmente da comunidade Mbyá-Guarani. Braga orgulha-se de participar das comemorações pela passagem da fogo olímpico, “uma celebração recheada de simbolismos”: “É uma honra, acho que não haveria representatividade melhor.”
Para a secretária de Turismo, Desenvolvimento e Cultura de São Miguel das Missões, Márcia Rech, a inclusão de São Miguel no trajeto da chama é um momento único de “recebimento de um símbolo milenar que reforça o espírito missioneiro de união e paz”.
A chama chega na capital gaúcha quinta-feira (7), ao som do acordeon de Renato Borghetti, instrumentista gaúcho que transmite ritmos como o vanerão, chote, milonga e chamamé. “Será uma honra levar a chama”, disse Borghetti. Ele também será um dos condutores da tocha, que na cidade passará pelo Parque Moinhos de Vento – onde estão previstas apresentações de teatro e música.
Na Usina do Gasômetro, antiga unidade de geração de energia elétrica e hoje importante espaço cultural, também haverá apresentações e mostras de arte e gastronomia. Durante o percurso por avenidas e viadutos, a população ainda verá performances circenses e de rapel. A celebração final ocorre no Largo Glênio Peres, no centro histórico da cidade. Porto Alegre é reconhecida por promover a tradicional Feira do Livro, na Praça da Alfândega, patrimônio histórico e cultural do Estado.
Torres, no litoral, será a última cidade gaúcha a receber a tocha. Em seguida, ela segue para Santa Catarina, em Sombrio, Araranguá e Criciúma. No domingo (10), a capital Florianópolis, reconhecida pelas belezas de suas praias e simpatia dos nativos, recebe a chama.
A tocha foi acesa no dia 21 de abril, em Olímpia, na Grécia, berço dos Jogos Olímpicos, depois passou pela sede das Organizações das Nações Unidas (ONU) e, por último, ficou exposta no Museu de Lausanne, na Suíça. Serão aproximadamente 90 dias de revezamento em terras brasileiras, onde passará por mais de 300 cidades, até chegar ao Rio de Janeiro.
O MinC e a tocha
O percurso da tocha abre espaço para a exibição das mais diversas expressões culturais do País ao mundo. Atento a essa oportunidade, o Ministério da Cultura (MinC) realizou convênio com prefeituras de capitais do Brasil para apoiar atividades de promoção cultural durante a passagem da Tocha Olímpica.
O projeto Celebrações nas Cidades do Revezamento da Tocha Olímpica destinará de R$ 192 mil a R$ 250 mil para 17 capitais, das cinco regiões brasileiras, organizarem eventos que devem, preferencialmente, ser realizados em espaços públicos de grande circulação. As atividades ainda devem divulgar a cultura, a arte e a gastronomia locais.
