Com o tema “Humanização para quem? Cuidado em saúde sob a perspicácia da equidade”, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promoveu, nesta quarta-feira (17), o XV Seminário Estadual de Humanização em Saúde de Alagoas.
O evento foi organizado pelo Núcleo de Humanização na Saúde (SHS), vinculado à Gerência de Desenvolvimento e Educação em Saúde (GDES), e em parceria com a Câmara Técnica de Humanização (CTH). Ele aconteceu no auditório da Universidade Estadual de Ciências de Saúde de Alagoas (Uncisal), em Maceió.
Durante o seminário, profissionais, estudantes, residentes da área da saúde, professores, pesquisadores e representantes de movimentos sociais que atuam na saúde pública discutiram temas sobre os desafios da humanização do cuidado no SUS a partir de diferentes eixos da equidade. Entre os destaques do evento, as questões relacionadas à população LGBTQIA +, à equidade racial e às pessoas com deficiência.
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A supervisora de Humanização da Sesau, Emilly Vieira, destacou que a edição de 2026 enfatizou a equidade dentro do contexto da Política Nacional de Humanização.
“A equidade é um tema bastante complexo e que jamais vai se esgotar. Quando falamos de humanização, não existe humanização sem trabalhar a equidade, sem entender as desigualdades, para que possamos ter um sistema de saúde que trate cada um ao seu modo, dentro das suas necessidades e especificidades” enfatizou.
Emilly Vieira explicou, ainda, que o seminário teve o propósito de fortalecer o debate sobre práticas de cuidado mais acolhedoras, inclusivas e comprometidas com os princípios do SUS.
“Para garantir um atendimento com equidade, precisamos fazer recortes raciais de gênero, de classe, para que o SUS, realmente, atue com base no princípio da universalidade, alcançando a todos, sempre de forma equânime”, justificou.
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Política Nacional de Humanização
A Política Nacional de Humanização foi instituída em 2003 e busca colocar em prática os princípios do SUS no cotidiano dos serviços de saúde. Ela também visa estimular a comunicação entre gestores, trabalhadores e usuários para, dessa maneira, qualificar os serviços de saúde do SUS, humanizando as relações entre profissionais e usuários.
