Assembleia dos servidores aconteceu no auditório da Assembleia Legislativa
Em Assembleia Geral, os servidores efetivos do Poder Legislativo de Alagoas decidiram encerrar a rodada de negociação com os dirigentes da Mesa Diretora sobre a proposta de parcelamento da reposição salarial de 15% das datas-base acumuladas nos anos de 2010 a 2014. A partir dessa posição, o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo de Alagoas (STPLAL) dará prosseguimento ao processo que tramita na Justiça desde outubro de 2015.
Os advogados do STPLAL disseram que um agravo interno está em fase de elaboração e será interposto dentro do prazo legal. O recurso tem por objetivo reverter a decisão monocrática do presidente do Tribunal de Justiça (TJ/AL), que concedeu o efeito suspensivo ao bloqueio das contas públicas do Legislativo alagoano. Durante as discussões, o corpo jurídico se prontificou com o caso e prestou todos os esclarecimentos necessários aos servidores. “Ainda temos outras instâncias para percorrer e muitos recursos para enfrentar na defesa da categoria”, explicaram os advogados.
A reunião foi conduzida de forma democrática pela presidente do sindicato, Zilneide Lages, que respeitou o direito a voz dos associados. A sindicalista atuou com a maior isenção possível, deixando que a maioria decidisse o melhor caminho a ser traçado. A proposta apresentada pela Mesa Diretora foi submetida à votação da categoria já no final da tarde, e rejeitada logo em seguida. Alguns servidores que apoiaram o fim da negociação alegaram a falta de compromisso dos deputados com acordos feitos no passado.
As gratificações e os altos salários pagos aos comissionados são considerados os principais entraves para o desfecho da situação com os servidores da Casa de Tavares Bastos. Em recente declaração à imprensa, o deputado Rodrigo Cunha enfatizou que o fim da GDE representaria uma economia de quase R$ 27 milhões por ano aos cofres do parlamento. Se fosse acatada pela Presidência da ALE, a medida poderia ser uma saída para a implantação do percentual. Basta o bom sendo para se resolver a questão.
De acordo com Zilneide Lages, o sindicato vai buscar os meios possíveis para que os servidores recebam os 15%. Antes mesmo do resultado da assembleia geral, Zilneide convocou os associados para a tomada de decisões e afirmou que a atual diretoria está empenhada em recuperar as perdas salariais da categoria, incluindo as datas-base anteriores, as férias e os passivos trabalhistas. Estiveram presentes os presidentes das Associações, Eduardo Fernandes (ASSALA) e Dione Camerino (ASSAL).
