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Policial

“Servidor público foi morto por vingança, mas por um crime que ele não cometeu”, afirma delegado de Penedo

Waguinho era uma pessoas bastante querida em Penedo

O delegado Rômulo Andrade, titular da Delegacia Regional de Penedo, concedeu entrevista ao Programa Vida Real, apresentado pelo radialista Luiz Carlos de Oliveira, o Luizão, na Rádio Penedo FM (97,3 Mhz e www.penedofm.com.br) para falar sobre os homicídios registrados em Penedo no último final de semana.

Sobre o crime de Jadson Alencar dos Santos, 34 anos, assassinado na noite da última sexta-feira, 17, o delegado explicou que logo após o homicídio designou uma equipe da Polícia Civil para ir ao local fazer os primeiros levantamentos e logo conseguiu chegar à autoria do assassinato.

“No mesmo dia pedimos que policiais civis fossem ao local e fizessem os primeiros levantamentos sobre esse crime. Poucas horas depois nós já sabíamos quem eram os autores e sua motivação. A principal linha de investigação é que o homicídio tenha sido uma vingança, já que a vítima era suspeita de ter participado do assassinato de um cigano em Penedo no ano de 2014”, explicou.

Com a identificação dos suspeitos de terem deflagrado cerca de 20 disparos de arma de fogo contra o carro que Jadson Alencar dirigia pela Rodovia Engenheiro Joaquim Gonçalves, causando-lhe a morte instantânea, o delegado Rômulo Andrade declarou que agora tenta negociar a apresentação dos supostos envolvidos no caso para que eles possam prestar os esclarecimentos necessários.

“Estamos negociando a apresentação dessas pessoas envolvidas com familiares, dando garantias de proteção a integridade delas e mostrando que é mais seguro responder por isso do que viver como foragido”, complementou.

Quanto ao crime do líder comunitário e servidor público, Wagner Nunes dos Santos, 43 anos, ocorrido na Avenida Beira Rio, na Orla de Penedo, 24 horas após a morte de Jadson Alencar, o delegado declarou que nesse caso as investigações estão bem adiantadas, também com autoria e motivação definida.

“Nossa principal linha de investigação é essa de que no sábado, 18 de março, pessoas ligadas ao Jadson teriam assassinado o Wagner Nunes em vingança a esse crime que ocorreu na sexta, 17. O Wagner era inocente e a gente quer deixar bem claro: ele não teve participação em crime nenhum. Ele morreu inocente, sem nem imaginar que alguma pessoa pudesse assassiná-lo como vingança de um crime que ele não cometeu”, afirmou o delegado.

Para Rômulo Andrade, a execução de Waguinho, como era mais conhecido, foi uma resposta ao crime de sexta, mesmo ele não tendo participação alguma nesse e em nenhum outro crime.

“Essas pessoas que tiraram a vida do Wagner acreditam que um filho dele praticou o crime da sexta e se acharam no direito de se vingar no pai. Estavam com tanto ódio e tão decididos que nem se preocuparam em esconder a placa do carro, usaram um veículo com a placa original. É uma história tão absurda que deixou todos da delegacia de Penedo consternados e indignados. Eu mesmo estou inconformado com esse crime. Ninguém pode tirar a vida de ninguém, muito menos para se vingar de um terceiro. É revoltante!”, acrescentou, em tom de desabafo.

Ainda durante e entrevista, o delegado revelou que nos próximos dias deve solicitar da 4ª Criminal de Penedo a expedição de mandados de busca e apreensão e de prisão em desfavor dos envolvidos nesses crimes do último final de semana e também do registrado na Praça do Marizeiro, localizada na Rua Marituba, na Cohab, na madrugada de 12 de março, e que teve como vítima Markus André Rêgo dos Santos.

O delegado Rômulo Andrade aproveitou a oportunidade para cobrar as autoridades locais a instalação de câmeras de monitoramento eletrônico em pontos estratégicos da cidade, seguindo o exemplo do que foi feito em Porto Real do Colégio e tem gerado resultados positivos, além de levar uma maior sensação de segurança para a comunidade.

Clique no player e confira áudio da entrevista na íntegra!