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Negócios/Economia

Seplande divulga custo de vida em Maceió

Divulgada nesta segunda-feira (8), pela Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), a pesquisa do Índice de Preço ao Consumidor (IPC) mostrou que o custo de vida no mês de julho na capital alagoana apresentou uma variação de 0,32%. Os grupos que mais influenciaram nesse aumento, em relação ao mês de Junho, foram Habitação (0,83%), Fumo e Bebidas (0,38%), Transportes (0,33%) e Alimentação (0,21%).

“Como neste mês alimentação comprometeu 48,51% do IPC e Habitação 21,60%, esses foram os dois grupos que apresentaram maior influência no resultado final da variação. Já Transportes com 6,83% e Fumo e Bebidas com 2,16% vieram logo atrás”, detalha o gerente do IPC, Gilvan Sinésio, da Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (Supinc).

O aumento nos grupos Habitação e Transportes foi ocasionado pela variação dentro de seus subgrupos. No caso do primeiro, a alta de 2,34% em manutenção do domicílio e no segundo, o aumento considerável no reparo e conserto de automóvel (1,99%) e combustível (0,40%). Em Fumo e Bebidas, as maiores inflações foram constatadas nos seguintes produtos: whisky (0,85%), aguardente (0,56%) e refrigerantes (0,47%).

Já as maiores baixas foram registradas em Vestuário (-0,09%) e Educação (-0,42%) em função, respectivamente, de liquidações de fim de inverno e decréscimo em material escolar.

Cesta Básica

A mesma pesquisa apontou uma variação de 0,32% no valor da Cesta Básica, em relação ao mês anterior. O trabalhador maceioense comprometeu 38,67% do salário mínimo, o que equivale a R$210,77 gastos com alimentação pessoal.

Os produtos que impulsionaram o aumento da cesta básica foram o açúcar (1,23%), carne (0,93%) e feijão (0,33%). “A alta do açúcar se deve ao período de entressafra, visto que a moagem da nova safra só deve acontecer em setembro. No caso do feijão, houve uma menor colheita da chamada safrinha nas regiões produtoras”, explicou.

Segundo Sinésio, o aumento da carne, que voltou a subir esse mês, deve-se a uma perda de peso do gado ocasionada pelo pasto insuficiente, acarretando o confinamento do animal.

O leite (-0,89%), óleo de soja (-0,66%) e tomate (-2,24%) sofreram as maiores quedas. Segundo Sinésio, a diminuição dos dois primeiros ocorreu devido a maior oferta desses produtos. Já o tomate, apesar de ter apontado o maior decréscimo, não apresentou mudança significativa no seu preço, ainda mantendo-se com um valor muito alto, acumulando neste ano um percentual de 29,43%.