Vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais
Com o objetivo de relembrar o protocolo de tratamento da Gripe Influenza e também cobrar a notificação compulsória da doença, que é obrigatória, a Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reuniu, na tarde de terça-feira (10), no auditório da secretaria, profissionais que representaram unidades hospitalares da capital.
A técnica responsável pelo núcleo das Doenças Imunopreveníveis da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde Estadual (Sesau), a enfermeira Claudeane Santos, falou sobre a situação da Influenza em Alagoas e Monitoramento dos indicadores da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e da Síndrome Gripal (SG). Só no ano passado, segundo ela, foram notificados 1.788 casos em todo Estado.
Claudeane apresentou um quadro com as internações por influenza em cada um dos hospitais de Maceió. Ela destacou que os números foram conseguidos por meio do Sistema de Internação Hospitalar (SIH) – do Sisteama Único de Saúde -, e não por informação de cada unidade hospitalar como deveria acontecer.
“Temos o medicamento Tamuflu – específico para a cura do vírus da gripe – que é distribuído em grande escala pelo SUS e pode ser encontrado na Atenção Básica para o tratamento da Síndrome Gripal”, atentou Claudeane.
A enfermeira ressaltou que há quatro unidades sentinelas na capital, sendo duas para notificar a Síndrome Gripal: as Unidades de Saúde João Fireman e a Assis Chateaubriand; e outras duas para as SRAGs, o Hospital Hélvio Auto e o Hospital Geral do Estado(HGE).
Influenza
Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Os vírus influenza A são ainda classificados em subtipos de acordo com as proteínas de superfície, hemaglutinina (HA ou H) e neuraminidase (NA ou N).
A proteína H está associada ao reconhecimento e infecção das células do trato respiratório, onde o vírus se multiplica; enquanto a proteína N está envolvida na liberação das partículas virais da superfície das células infectadas. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A (H1N1) e A(H3N2) circulam atualmente em humanos. Alguns vírus influenza A de origem aviária também podem infectar humanos causando doença grave, como no caso do A (H5N1) e A(H7N9)
