A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), realizou, nesta sexta-feira (09), um simulado de acidente no bairro do Trapiche, em Maceió. A ação teve o intuito de treinar a população para saber evacuar do local em um provável acidente, reduzindo as sequelas de um possível vazamento de gás cloro.
Contando com representantes do Plano Global de Atendimento a Situações de Emergência (PGASE) e do Alerta e Preparação da Comunidade Para Emergências Locais (APELL), o simulado também teve a participação do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Instituto do Meio Ambiente (IMA), Defesa Civil e Guarda Municipal. Ao todo, participaram da ação mais de 90 profissionais.
“É fundamental a participação do Samu. Mesmo sendo um simulado, temos certeza que os profissionais realizaram um excelente treinamento, para que as supostas vítimas pudessem ser atendidas adequadamente, de acordo com os protocolos que preconiza o Ministério da Saúde”, destacou o supervisor do Samu Maceió, Lucas Casado.
De acordo com o médico responsável pela organização dos atendimentos do Samu, Paulo Alfredo Barros, quanto mais treinada estiver a população local, menos sequelas as vítimas de um possível vazamento de cloro terão.
Barros informou que “os principais sintomas de quem inala o gás cloro são irritação nas vias aéreas, falta de ar e tosse, além de queimaduras, caso o gás atinja diretamente a pele da vítima”.
Ainda segundo o médico, “a atividade é fundamental para que se minimizem as consequências das intoxicações, caso ocorra, realmente, um vazamento de gás cloro, que pode afetar cerca de 500 pessoas da região próxima ao local do acidente”, informou.
Aparato
Para realizar o simulado, foram mobilizadas seis viaturas, sendo duas ambulâncias – uma Unidade de Suporte Básico (USB), composta por dois técnicos de enfermagem e um condutor socorrista e uma Unidade de Suporte Avançado (USA), composta por um medico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e um condutor socorrista. Também foram utilizadas quatro motolâncias, que deram todo o apoio necessário às vítimas, como deve ocorrer em um caso real.
O Samu participou com 12 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, além de condutores socorristas. A operação durou cerca de 40 minutos e o ponto de apoio para atender as supostas vítimas foi o Complexo Lourenço Vasconcelos, localizado na Avenida Assis Chateaubriand. O local foi sinalizado com lonas, que indicavam a gravidade de cada paciente.
