Inspeção foi determinada após agente flagrar um celular sendo recarregado dentro do xadrez
“A mente criminosa não possui limites”. Essa foi a declaração do delegado plantonista de Penedo e titular da 85ª Delegacia de Porto Real do Colégio, Thomaz Acioly, após encontrar celulares escondidos dentro de potes de goiabada, na manhã deste domingo (08).
Agentes civis sob o seu comando e militares do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes), pertencentes ao 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sediado na cidade, realizam uma revista minuciosa na 7ª Delegacia Regional de Penedo. A ação teve início depois de um flagra dentro do xadrez. “Na passagem de serviço, um agente nosso flagrou um celular sendo recarregado dentro do xadrez, ao lado do detendo que estava dormindo”, explicou Thomaz.
A partir do flagra, o delegado pediu apoio a PM que se uniu aos agentes sob o seu comando e revirou todas as celas. Na ação encontraram: 7 celulares, sendo 1 desmontado; 7 baterias de reserva; uma pequena quantidade de maconha; 3 carregadores; 4 pen drives; 10 maricas, instrumento usado para consumir entorpecentes; 3 carregadores para celular. Além de um jogo da velha usado com tomar aguardente.
O fato que chamou mais a atenção de todos que participaram da inspeção, foi a ‘goiabada recheada com celular’. “Quando realizamos um revista minuciosa durante as visitas, os familiares reclamam, vão para a imprensa dizer que estamos exagerando. Este é o motivo para abrirmos tudo e verificarmos os alimentos. Com os aparelhos, eles podiam até ordenar mortes e crimes de dentro da delegacia”, desabafou o agente civil e chefe de serviço do plantão, Antônio Augusto.
Os celulares entraram no xadrez através de seus familiares, camuflados dentro de potes de goiabada. Já no interior, usavam e o colocavam novamente dentro da alimento.
“A goiabada era retirada do pote e o celular escondido em baixo, novamente recolocada no pote. Desta forma, quando se retirava a tampa, não encontrava o celular. A mente dos criminosos não possui fronteiras”, concluiu o delegado Thomaz Acioly.
