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Policial

Réu confesso de assassinato, em Penedo, deixa delegacia pela porta da frente e MP tenta reverter decisão

Durante interrogatório na delegacia, o acusado confessou ter matado Edineide com uma facada na região do pescoço.

Damião Alves dos Santos, réu confesso do assassinato de Edineide Oliveira, de 39 anos, deixou o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Penedo na manhã desta quinta-feira, 5 de novembro. O acusado saiu pela porta da frente da unidade policial após decisão judicial que lhe concedeu liberdade provisória.

A decisão foi proferida pelo juiz Lucas Lopes Dória Ferreira, da 4ª Vara Criminal de Penedo. Apesar de responder por um crime de extrema gravidade, Damião poderá aguardar o andamento do processo em liberdade, desde que cumpra uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça.

O Ministério Público já atua na apresentação de recurso para tentar reverter a decisão que colocou o acusado em liberdade e restabelecer a prisão preventiva.

Ao fundamentar a decisão, o magistrado entendeu que a gravidade do crime, isoladamente, não é suficiente para justificar a manutenção da prisão preventiva. Para isso, segundo o entendimento apresentado, seria necessário demonstrar, por meio de elementos concretos, que a liberdade do acusado representa risco à ordem pública ou ao andamento do processo.

O crime

Edineide Oliveira foi assassinada na noite da última segunda-feira, 2 de novembro, por volta das 22h30, na Rua Alto da Pólvora, no bairro Santo Antônio, em Penedo. Ela foi atingida por um golpe de faca peixeira e morreu ainda no local.

Depois do crime, Damião fugiu em direção ao município de Igreja Nova, dando início a uma operação de buscas pelas forças policiais. Ele foi localizado e preso na manhã seguinte, no povoado Catrapó. A faca apontada como utilizada no homicídio também foi apreendida.

Durante interrogatório na delegacia, o acusado confessou ter matado Edineide com uma facada na região do pescoço.

Investigação apura circunstâncias do assassinato

Conforme a explicação do delegado regional de Penedo, Rômulo Andrade, as circunstâncias do caso estão sendo analisadas pela Polícia Civil para definir o enquadramento criminal adequado.

Neste momento, a investigação trabalha com a possibilidade de indiciamento por homicídio, e não por feminicídio. Essa classificação, no entanto, ainda poderá ser revista à medida que novas informações sejam reunidas durante o inquérito.