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Repúdio às Representações

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Repúdio às Representações

Enfeitar para enfeitiçar e seduzir o eleitor foi a sigla demagógica escolhida pela coligação “Mudar Com Mais Amor”, tendo como candidata a Sra. Ivana Toledo. Como o homem quando apela para as ações nobres ficam elas prisioneiras do refrão faça o que digo e não faça o que eu faço, outro não foi o resultado senão ter sido vítima do próprio veneno da enganação. O termo amor, que não deixa de ter um efeito mágico aos ouvidos dos inocentes, temos de convir que não deixa de ser uma palavra prostituída pelo seu uso indiscriminado, quer para exprimir a nobreza de um sentimento, quer para explicar ações que lhes são alheias. Noutro sentido, equipara-se a uma cobaia ou animal de sacrifício para falsear a verdade.

Será que o amor, suas qualidades mágicas e seus efeitos polivalentes não se estenderiam à transigência, à tolerância à crítica que normalmente é dirigida a quem exerce ou pretende exercer a função pública? Não na concepção da amorosa coligação acima, melindrosa a qualquer exame crítico. Prova desse comportamento nada democrático foi revelado com as representações em juízo contra o conteúdo de dois artigos publicados no portal aquiacontece, de nossa autoria, diga-se de passagem, não contém adjetivos que se enquadrem nas alegações de seus advogados. No primeiro, intitulado de as vantagens de uma eleição franciscana, fizemos uma rápida referência aos quatro candidatos a prefeito, afirmando que Ivana Toledo na qualidade de mulher de Alexandre Toledo, não passava de um disfarce ou camuflagem do mesmo. Foi uma observação que qualquer comentarista político faria por ser de caráter político, procedente ou não, sem corar ou sentir peso de consciência de estar ferindo a reputação. A outra parte diz respeito à informação esdruxula da candidata que se dizendo empresária, não apresentou a relação de seus bens, como fizeram seus adversários. Pode-se imaginar tamanho absurdo? Continuando a arremeter com fúria contra moinhos de vento como Dom Quixote, foi contra um artigo de ficção denominado de “Niquinha queria ser prefeita”. Ora, semelhanças, coincidentemente, existem. Curiosamente, provado ficou que Ivana Toledo viu-se retratada nas qualificações nada admiráveis da Niquinha que no passado e não no presente, queria ser prefeita, não obtido êxito, quem sabe, por conta de um comportamento antipolítico. Face a essa identificação, que revelaria uma verdade se diretamente dirigida a ofendida, nenhuma razão para sentir-se melindrada.

 Em resumo, o bom e verdadeiro coração transmite compreensão, tolerância e amabilidade, exatamente o que não percebemos por conta da mencionada coligação. Pelo que ora expomos, estamos convencidos do total descabimento das representações acima referidas, germinadas em um espírito pouco afeito à tolerância. Felizmente, tivemos uma compensação. Para amenizar nosso despontamento, sentimos o alívio de estarmos livres de uma prefeita-rainha contraria a índole de um Penedo avesso aos caprichos de uma majestade.
 

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