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Política

Renan retoma defesa do passe livre estudantil na volta a Brasília

Renan retoma defesa do passe livre estudantil na volta a Brasília

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) retornou para Brasília nesta quinta-feira (1º), para a abertura dos trabalhos legislativos no segundo semestre. Antes de embarcar, Renan concedeu entrevista ao programa Cidadania, do radialista França Moura, e anunciou a retomada dos projetos em apreciação pelo Senado, em especial a proposta de sua autoria que institui o transporte gratuito para todos os estudantes.

Na entrevista, Renan respondeu a perguntas sobre diversos assuntos, como o veto da presidente Dilma à proposta, aprovada no Senado, que prevê novas regras para distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE); a licença ambiental do Ibama para a instalação do estaleiro Eisa em Coruripe; a visita do papa Francisco ao Brasil, a reforma política e a sucessão em Alagoas. Renan fez um balanço das proposições aprovadas no Senado e enumerou projetos importantes ainda em discursão na Casa.

Sobre o passe livre estudantil, o presidente do Senado disse que o projeto, de autoria do próprio Renan e subscrito pela quase totalidade dos senadores, deve entrar em breve na pauta da Casa. Lembrou que, atualmente existem cerca de 3 milhões e 600 mil estudantes que pagam meia-passagem e defendeu a tarifa zero, subsidiada com recursos do Orçamento da União, para todos os estudantes regularmente matriculados e com frequência comprovada às aulas.

Senador reafirma que é cedo para discutir candidaturas para 2014

Renan confirmou que o PMDB deve apresentar candidaturas próprias majoritárias e proporcionais em Alagoas para 2014, mas observou que ainda é cedo para apresentar nomes. “Primeiro é preciso construir um projeto para Alagoas, discutir os problemas do Estado, que são complexos e graves. Depois, sim, apresentam-se os nomes que o partido considera capazes para defender esse projeto perante o povo, e o PMDB dispõe de líderes para isso. E por fim, as alianças que podem ser montadas para a campanha”, disse o senador, estimando que essas definições só deverão se concretizar em março ou abril do ano que vem. “Antes disso seria precipitação e erro”, comentou.

Ele lembrou que em 2017, Alagoas completa 200 anos de emancipação política “e não pode continuar no estado de pobreza em que se encontra”. Quanto às especulações sobre seu nome para governador, Renan repetiu: “Ainda tenho dúvida sobre onde posso ser mais útil para Alagoas: se em Brasília como senador e presidente do Senado em busca de recursos para nosso Estado, ou aqui, governando Alagoas. Mas isso fica para ser discutido no próximo ano”.

Renan falou também sobre a presença do papa Francisco no Brasil, onde deixou uma mensagem de renovação e de apoio à juventude. “Acredito que as mensagens do papa foram assimiladas pelo povo brasileiro”, afirmou.

Sobre o estaleiro em Coruripe, o presidente do Senado adiantou novos avanços para a implantação do empreendimento, como por exemplo, o parecer favorável da Marinha Mercante ao financiamento na ordem de R$ 2 bilhões. Renan destacou ainda em sua entrevista, a defesa da Reforma Política, mas observou que o Congresso não tem consenso em relação ao sistema eleitoral, principalmente para as eleições proporcionais.
“O sistema proporcional praticamente não existe aqui. Precisamos de uma resposta consensual. Precisamos consultar a sociedade”, defendeu o senador.