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Quando teremos o calçadão?

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Quando teremos o calçadão?

Lembro-me quando ainda criança vinha para Penedo, da existência de algumas árvores na Avenida Floriano Peixoto. Eram chamadas, salvo engano, de fícus que não ficaram, erradicadas que foram sob a alegação de que estavam infestadas de lacerdinhas, minúsculo inseto que causa horrível irritação quando cai nos olhos. Não se pensou numa pulverização. Ignorada essa providência, seria aceitável a erradicação se outras espécies não sujeitas ao lacerdinha fossem plantadas. Foi uma falha imperdoável. Desarborizar ruas é um atentado à beleza e ao conforto da sombra que ameniza a temperatura.

Tratando-se de uma artéria central, agredida na forma acima e sem nenhuma compensação, acho que é hora de lhe dar um toque de elegância. Será uma imperdoável acomodação não pretender renova-la. Não pode continuar como um estacionamento de carros, mesmo que venha contrariar interesses de seus proprietários. Não é mais que oportuno dar-lhe um novo visual de impacto, transformando-a num calçadão? Mesmo que se julgue inviável em toda a sua extensão de uma só vez, que a primeira etapa contemple da esquina da lotérica até a igreja de São Gonçalo Garcia.

A sugestão é lançada em face da condição histórica da nossa cidade, merecendo uma consulta popular, especialmente a opinião do IPHAN, presumidamente conhecedor do que poderá ser uma agressão a sua virgindade histórica. Pessoalmente, como leigo na área, acho que não haverá nenhum obstáculo. Imaginar que uma cidade, pela razão de ser histórica é intocável, impedida de conviver com o novo, seria uma confissão de falta de imaginação e burrice que obrigaria seus habitantes a eternamente ficarem dentro de um velho arcabouço sem qualquer atrativo.

Para atingir com sucesso essa finalidade será a apresentação de um projeto arquitetônico à altura, podendo ser apresentados diversos, escolhido aquele que tiver melhor aceitação. Como se encontram lá o Teatro 7 de Setembro e um bar ao seu lado, terá de preencher exigência de natureza cultural como a realização de serestas e, possivelmente, a representação de peças teatrais ao ar livre.

Do pescoço para baixo, de uma forma comum a outras cidades, Penedo cresce fisicamente sem oferecer qualquer curiosidade que chame a atenção. É no seu velho rosto, a principal porta de entrada, que novo retoque, depois do da orla fluvial, deve ser feito para que o turista ao adentrá-la, sinta a agradável sensação de uma bela visão. Tem que ser charmosa e atraente, não podendo, para atingir esse objetivo, continuar abobalhada, parada no tempo.

O calçadão será uma obra que merecerá para sempre os aplausos gerais como inspiração marcante de uma administração que se preocupou com a boa aparência da nossa cidade, fazendo renascer em cada um de nós a alegria de ser Penedense.

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