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Quando o silêncio fala mais alto

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Quando o silêncio fala mais alto

Os especialistas da área do relacionamento humano sempre recomendam que devemos ouvir mais e falar menos. É por isso que muitas pessoas se tornam inconvenientes porque quando reunidas, querem exclusividade ao expressar seus pontos de vista sem dar uma oportunidade para que as outras também se manifestem.

Com essa atitude acreditam que demonstram seus conhecimentos e sabedoria, sem se dar contas de que estão deixando transparecer suas antipatias e falta de educação por não saber respeitar o espaço dos demais.

Quantas vezes não presenciamos discussões a respeito de temas relacionados com futebol, religião, política, onde cada participante se preocupa apenas a demonstrar que sabe mais do que o outro e, no final, perde-se tempo e nenhum resultado positivo resulta de tantos minutos desperdiçados.

Se um falasse, expusesse sua opinião e aprendesse a ouvir e a respeitar a opinião do outro, no final restaria pontos positivos que seriam aproveitados por ambos, melhorando o conhecimento à cerca do tema tratado.

Saber ouvir é uma questão de educação. As pessoas educadas estão sempre dispostas a ouvir com atenção a manifestação das outras. Quando quer interferir para concordar ou discordar o faz com diplomacia e respeito.

O homem e a mulher necessitam de dialogo, de exprimir suas opiniões, de criticar, se necessário for, de elogiar. O convívio social exige que aja interação entre as pessoas, pois é através dessas práticas que nos tornamos conhecido, quer com relação ao caráter, personalidade, mas também com relação ao conhecimento e à sabedoria.

Quantas pessoas sábias existem na comunidade sem que as conheçamos? A sabedoria não depende do grau de instrução, não. Sabedoria se adquire na escola da vida, sabendo ouvir a voz da razão e a controlar as emoções.

Há ocasiões, entretanto, que é melhor silenciar. Silenciar não no sentido de se omitir, de ficar em cima do muro, mas como uma forma de evitar o conflito desnecessário.

Muitas vezes falamos com os olhos, sem haver necessidade de exprimir uma palavra se quer. Esse olhar, em alguns momentos é de repreensão, de alerta, de desconfiança, de decepção, de temor, e até mesmo de pedido de socorro.

No âmbito familiar ainda é possível se ouvir : “ Pelo olhar do meu pai já sei se ele está gostando ou não do que estou fazendo” ou: “ Quando meu pai olhava ,com aquele olhar, ninguém se atrevia a contesta-lo”.

Há o silêncio que serve de resposta. Isso se dá quando há uma ofensa à dignidade humana e o ofendido sem querer deixar aflorar o seu ímpeto de revolta, cala-se. O ofensor que esperava uma reação se surpreende e, em inúmeras ocasiões, se envergonha de seu ato e pede desculpas. A ofensa que nos faz calar, na maioria das vezes, nos dilacera por dentro e abre uma cicatriz difícil de ser curada, mas é nesse momento que devemos ser sábio.

Uma das respostas que mais me tem feito refletir sobre ela, por sua grandeza e profundidade, configurando-se, se assim podemos dizer , um silencio falado , foi a de Cristo ao responder a pergunta de Pilatos :
– Tu és o Cristo?
– Tu o disseste.

Ao silenciarmos sobre indagações ou situações que nos provoca ,nos ofende e nos machuca,devemos usar a sabedoria para que, mesmo em silencio, possamos dar as respostas apropriadas.

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