Muitos consumidores desconhecem o impacto que várias tecnologias já estão causando em suas vidas. Pense nas etiquetas usadas pela estrada com pedágio local para cobrar seu pagamento, por exemplo. Em muitos casos, essas etiquetas são equipadas com chips RFID, permitindo que a estrada com pedágio colete todas as suas informações relevantes, mesmo quando você estiver viajando em velocidades de rodovia.
Infelizmente, o RFID não ganhou tanta tração quanto ele tem de potencial. Isso se deve principalmente ao alto custo das etiquetas RFID, que em alguns casos custam até R$1 em comparação com um código de barras impresso, que custa uma fração de um centavo.
Se começarmos a ver uma queda maciça no custo de implementação dessa tecnologia para os negócios, ela poderá ser bem-sucedida. A ascensão do código de barras da imagem, no entanto, pode ofuscar os benefícios do RFID no front-end do varejo, caso não consiga uma rápida adoção em breve.
O outro grande obstáculo enfrentado pela adoção em massa da tecnologia RFID é que, para colher as recompensas reais do RFID, toda a cadeia de suprimentos (de fábrica para a família) deve implementar a tecnologia RFID. Pelo preço atual, esse é um empreendimento extremamente caro que requer a compra de novos equipamentos em todos os níveis da cadeia.
Apesar dos desafios enfrentados pela adoção do RFID, o uso da tecnologia cresce cerca de 14% ao ano, de acordo com a pesquisa da ABI, e foi projetado para exceder US $8,25 bilhões em 2014.
NFC – COMUNICAÇÃO POR CAMPO DE PROXIMIDADE
Você está começando a ver a ascensão da tecnologia NFC (Comunicação por Campo de Proximidade), a tecnologia que possibilita pagamentos móveis por meio do Google Wallet e Apple Pay.
Agora que os telefones da Apple se juntaram a uma infinidade de dispositivos Android que incluem essa tecnologia, a IHS Technology espera que 2 em cada 3 telefones sejam habilitados para utilizar essa tecnologia até 2018.
A maneira como a NFC funciona é bem simples; você precisa de uma “etiqueta” NFC e de um dispositivo que possa interagir com ele (geralmente um telefone). A etiqueta envia um comando para o telefone, solicitando que ele faça algo, como enviar um pagamento na caixa registradora.
Esses tipos de etiquetas podem (e estão sendo) incorporados a produtos e embalagens, permitindo que os consumidores obtenham informações detalhadas sobre o produto, como vídeos ou críticas.
Por exemplo, uma equipe de pesquisa do MIT produziu com sucesso um sensor que informa se a sua comida ainda é segura para comer, simplesmente acenando com um dispositivo habilitado para NFC sobre a embalagem.
O FUTURO
Nos últimos 20 anos, a tecnologia de código de barras tem sido o bastião de empresas maiores que adotaram a tecnologia, a fim de reduzir os erros humanos e aumentar a eficiência nas operações comerciais. Por outro lado, quase 50% das pequenas empresas nem usam códigos de barras para rastrear seus estoques e ativos. Graças ao custo cada vez menor dos scanners de código de barras, esperamos que essa taxa de adoção aumente entre 75% a 80% nos próximos 5 a 7 anos.
Mais de 40% dos brasileiros já estão usando smartphones. Isso lhes dá acesso à Internet e tecnologia de código de barras, sob demanda, e está pronto para ajudar a tornar a Internet das coisas uma realidade para o consumidor comum também. Você continuará vendo uma convergência maciça de tecnologia para smartphone, etiquetas de rádio ou pacotes com códigos de barras invisíveis, todos projetados para oferecer aos consumidores um nível sem precedentes de informações e controle de produtos; qualquer hora qualquer lugar. Esse nível sem precedentes de conveniência e controle levará quase dois terços dos consumidores a dar um pulo na Internet das coisas nos próximos 5 anos.
O código de barras EAN 13, como inúmeras peças de tecnologia anteriores, um dia chegará ao fim de sua vida útil. À medida que os scanners se tornem mais acessíveis e a tecnologia mais nova se torna mais acessível, e veremos alguns códigos de barras desaparecerem completamente. Os logotipos e imagens de nossos produtos favoritos não serão apenas para publicidade e para promover o reconhecimento e a lealdade dos consumidores.
Esses logotipos serão o que nos indica onde um produto foi fabricado, quanto custa e quando expira. A tecnologia está disponível e é assim que será o futuro dos códigos de barras, RFID e códigos de barras de imagem. Até mesmo a maneira como compramos uma simples lata de Coca-Cola será afetada.
Se o RFID fosse uma opção mais acessível hoje, como a capacidade de rastrear o inventário do armazém em tempo real mudaria a maneira como sua empresa interage com os clientes? Quanto tempo você economizaria a cada dia?
