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Qual a importância de uma boa leitura nos rótulos dos alimentos?

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Qual a importância de uma boa leitura nos rótulos dos alimentos?

 A sociedade contemporânea perdeu o hábito de alimentar-se com produtos naturais. Aqueles que eram retirados da roça e caiam diretamente nas mesas e formavam o pão nosso de cada dia. A tecnologia é a única responsável por essa terrível mudança. Tirou o homem do campo e o trouxe para as cidades. Homens que na maioria das vezes só sabem trabalhar com a terra e, ao deparar-se com os grandes centros urbanos, ficam tão perdidos quanto um animal irracional. O resultando é a formação de favelas e seus filhos fora da escola.

 Que o avanço tecnológico melhorou a qualidade de vida dos seres humanos, isto é fato, inclusive dos animais irracionais. Quando eu era criança, via meu avô castrar o boi de uma forma que não sai da minha cabeça até nos dias de hoje e, ao lembrar, dá-me calafrio. Que tão perversa forma era essa? Derrubava o animal com as quatro patas amarradas, colocavam seus testículos em cima de um cepo de madeira e com um porrete batiam com força, enquanto isso o pobre animal indefeso apenas gemia de dor.

Toda essa barbaridade surtia um efeito impressionante, os testículos do animal atrofiavam em poucos dias. Outra prática dolorosa utilizada com os mesmos fins era arrancar os testículos de cavalo com uma faca bem afiada. Mas, qual o objetivo para tanta crueldade? Bem! O animal (boi) que não sentisse atração sexual certamente só pensava em comer. Então, iria engordar e ficar pronto para o abate, enquanto o outro (cavalo) teria mais agilidade para o trabalho. Também via minha mãe castrar frango. É, frango! Cortava-lhe uma região traseira e retirava dele seus testículos, depois costura e passava cinza de carvão para que a cicatrização fosse mais rápida. Isso levava mais ou menos de quatro a cinco meses para que a ave ficasse pronta para o abate.

Nesse ponto a tecnologia veio realmente para melhorar, pois, não se ver tais crueldades nos animais. Hoje, utilizam técnicas bem avançadas que não causam dor e, tão pouco, calafrio nos observadores. Por outro lado, as mulheres já não se preocupam mais em conservar aves para os meses que precedem o pós parto, porque em cada esquina, os abatedores oferecem aves que engordam em quarenta e cinco dias e sem nenhum trabalho extra para elas.

Todos esses avanços tecnológicos podem estar causando preocupação para a comunidade cientifica, acredito. A indústria alimentícia, por exemplo, preocupada em abastecer o consumo exagerado da população mundial, utiliza-se de meios que eleva a vida útil dos alimentos de umas simples vinte e quatro horas para quatro longos anos ou até mais, dependendo do tipo de alimento. Os criadores de frangos utilizam-se de ração que contém substâncias químicas poderosas para deixar as aves prontas para o abate em quarenta e cinco dias. Isto é ruim? Não, pois os alimentos, mantendo-se naturais, certamente não saciaria a fome da humanidade. Os frangos sendo conservados por métodos tradicionais também não dariam vencimento à demanda. A preocupação é como estamos nos alimentado!

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que detém o controle de qualidade dos produtos destinados ao consumo humano, e animal, exige que as informações sejam colocadas à vista dos consumidores de forma explicita nos rótulos.  O problema seria simples se os consumidores soubessem ou tivessem a prática de fazer leitura nos rótulos dos produtos, e o conhecimento dos tipos de substâncias químicas que são usados na conservação de tais alimentos assim como dos problemas que as substâncias podem causar a saúde.

Vamos aos fatos! Alguns produtos são conservados com substâncias que são chamadas naturais, como é o caso da carne bovina em que se utiliza o sal de cozinha para fazer carne do sol ou a famosa carne de charque e o bacalhau. Outros necessitam de aditivos mais sofisticados como: o ácido benzóico; benzoato de sódio; ácido fosfórico (também conhecido como pirofosfato); glutamato monossódico; sulfato de alumínio; nitrato de sódio, dentre outros produtos que quando consumidos de forma descontrolada, podem causar desde uma simples alergia até problemas de saúde mais graves.

Qual a importância de uma boa leitura nos rótulos dos Alimentos? Levar o consumidor a evitar determinados produtos que causam riscos à sua saúde, ou consumi-los de forma descontrolada. Exemplo: a maioria dos produtos comestíveis contém sódio (Na) em sua estrutura, como na maioria das vezes ele não se apresenta de forma combinada com o cloro (Cl), o gosto salgado nos alimentos não será notado. Então, o consumidor não dá muita importância para a sua presença. Entretanto, o sódio, mesmo fora da combinação com o cloro, é o grande vilão para a pressão sanguínea. Pesquisas apontam que o crescimento de pessoas com problemas de hipertensão está relacionado com a alimentação de produtos que contém sódio.

Desde a década de 70, o cloro, uma substância de cor esverdeada e altamente cancerígena, muito utilizada na indústria de PVC e que já foi utilizado na Primeira Guerra Mundial para exterminar seres humanos, é utilizado para desinfecção da água que bebemos. Ela pode reagir com certos tipos de matérias orgânicas e produzir subprodutos com potencial cancerígeno. Essa mesma substância (cloro) também é utilizada para clarear a farinha de trigo do pão nosso de cada dia. Em países de primeiro mundo a desinfecção da água é feita com ozônio ou com outras substâncias mais eficazes que o cloro.

Não sou engenheiro de alimentos, nem bacharel em química, tampouco nutricionista, que são conhecedores das reações químicas que podem ocorrer em determinados alimentos que contenham aditivos. Mas, será que os altos índices de doenças relacionadas ao câncer, doenças do coração e hipertensão estão mesmo ligadas à hereditariedade ou os alimentos industrializados consumidos sem nenhum critério estão contribuído para o aumento dessas doenças?

Raquel Carson, em seu livro Primavera Silenciosa, alerta a comunidade cientifica sobre as consequências desastrosas do DDT (dicloro-difenil-tricloroetano) na década de 60, disse: “as substâncias químicas ás quais se exige que a vida se ajuste não são mais somente o cálcio, a sílica, o cobre e todos os demais minerais lavados das rochas e carregados pelos rios até o mar: são as criações sintéticas da mente inventiva do ser humano, preparadas em seus laboratórios e sem equivalentes na natureza”. Ou seja, temos que nos ajustar as mudanças tecnológicas e, para que isso aconteça, faz-se necessário mudanças bruscas de nossos hábitos, porque o “ser humano mal conhece os demônios de sua criação”.

Que não sabemos mais viver sem o auxilio da tecnologia, isto também é fato. Principalmente dos alimentos industrializados. Assim, temos que apreender a ler os rótulos dos produtos para que possamos conhecer os aditivos que podem causar riscos à nossa saúde e evitar o consumo exagerado. Portanto, cuidados: “quanto mais colorido, industrializados ou elaborados for um produto, maiores serão as probabilidades de que contenha numerosos aditivos. É o caso de produtos de confeitaria, aperitivos, refrigerantes, refeições prontas, molho, condimentos, sopas desidratadas”.

Quero deixar claro que o objetivo do texto não é fazer você parar de comer produtos industrializados ou parar de tomar água tratada, até porque a água é essencial a vida e precisamos dela em quantidade mínima de dois litros diários. Mas, contribuir para melhorar a qualidade de vida e manter sua vida mais saudável.

 

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