Público apoiando os atletas no Estádio Olímpico, o Engenhão
O Rio de Janeiro acolheu definitivamente os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Diante da alta performance dos atletas brasileiros e da oportunidade de experimentar as arenas a preços acessíveis, mais de 250 mil torcedores são esperados neste sábado, segundo informações do Comitê Organizador, nas instalações esportivas, uma ocupação de 98%. Em nenhum dos 17 dias de Jogos Olímpicos a taxa foi tão alta.
Só no Parque Olímpico da Barra da Tijuca são esperados mais de 167 mil pessoas, depois de uma jornada de mais de 150 mil na sexta-feira. Ali, os torcedores podem acompanhar a natação, um dos carros-chefes do desporto paralímpico nacional, mas também o judô, que teve nada menos que três finalistas brasileiros nesta tarde. Ciclismo, tênis, futebol de cinco, basquete em cadeira de rodas, bocha e goalball também têm atraído a atenção do público.
E não são só brasileiros. Um grupo de holandeses chamou a atenção de quem passou pelo Centro Olímpico de Tênis neste sábado (10.09). Vestidos com roupas e acessórios da cor laranja e com uma enorme bandeira do país europeu, a família Van Koot e amigos vieram ao Brasil para acompanhar Aniek van Koot, atleta do tênis em cadeira de rodas. Com duas medalhas de prata em Londres-2012, em simples e duplas, ela busca no Rio o primeiro ouro de sua carreira em Jogos Paralímpicos.
“Fomos vê-la em Londres e desde então guardamos dinheiro para vir vê-la no Rio. Estamos aqui há uma semana e estamos gostando muito. Já visitamos o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e a praia de Copacabana e estamos satisfeitos. Eu já tinha visto imagens da estátua do Cristo, mas agora estava lá de verdade e achei enorme. A única dificuldade é com a língua, porque não são muitos os brasileiros que falam inglês”, disse Hank van Koot, pai de Aniek, que venceu a tailandesa Sakhorn Khanthasit por 2 sets a 0.
No Parque Olímpico de Deodoro, mais de 40 mil pessoas eram aguardadas nas competições deste sábado. A região recebe modalidades como tiro esportivo, hipismo e futebol de sete, para atletas com paralisia cerebral. Na região de Copacabana, mais de oito mil pessoas acompanharam a prova de triatlo.
No Estádio Olímpico, o Engenhão, mais de 42 mil pessoas compraram ingressos para assistir às diversas provas do atletismo paralímpico. E, logo pela manhã, puderam acompanhar o ouro conquistado por Claudiney Batista no lançamento de disco da categoria F56, com 45m33.
“Eu estava treinando muito esperando este momento. Estava preparado e o ouro é a consequência. Deu tudo certo com o apoio da torcida e familiares. Sempre procurei por esta medalha. Em Londres não veio, agora em casa tem um sabor muito melhor”, afirmou Claudiney.
A presença da torcida espantou, inclusive, integrantes modalidades que não estão habituados a ver muita gente nas arquibancadas, caso da bocha paralímpica. O público na Arena Carioca 2 acompanhou de forma efusiva a estreia da delegação nacional, que saiu de quadra com três vitórias em três confrontos.
“Eu não imaginava nunca ver uma torcida dessas nos apoiando com essa quantidade de pessoas. É fantástico e isso está sendo a força principal para que a gente possa chegas às vitórias”, afirmou Marcelo dos Santos, que completou neste sábado 44 anos, com direito a vitória sobre a equipe do Canadá nas duplas da Classe BC4.
Por enquanto, a delegação nacional vem cumprindo a meta de terminar a competição no Top 5. No quadro de medalhas atualizado até as 15h, o Brasil somava 12 medalhas, com quatro ouros, seis pratas e dois bronzes, na quinta posição.
