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Alagoas

Programa Primeiro Emprego completa 5 anos transformando a carreira profissional

A iniciativa já contribuiu para o desenvolvimento profissional de mais de 3.500 jovens

Criado para conectar universitários ao serviço público estadual, o Programa Primeiro Emprego celebra cinco anos consolidado como uma das principais políticas de inserção de jovens no mercado de trabalho em Alagoas. Desde o lançamento do primeiro edital, a iniciativa já contabiliza 23.408 inscritos em seus processos seletivos. Ao todo, 3.773 estudantes foram contratados ao longo dos últimos cinco anos, auxiliando na formação prática e na qualificação profissional da juventude. Atualmente, o programa conta com cerca de mil estagiários ativos em diversos órgãos da administração pública estadual e mantém convênio com 25 instituições de ensino superior, garantindo diversidade acadêmica.

“O Programa Primeiro Emprego é uma porta de entrada para o serviço público, oferecendo aos jovens a oportunidade da primeira experiência profissional. Com foco na equidade, prioriza candidatos em situação de vulnerabilidade social e econômica, ampliando oportunidades e promovendo mais inclusão”, destaca Júlia Casado, secretária de Estado interina do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag).

Já foram lançados sete editais, incluindo uma edição exclusiva para a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e iniciativas voltadas à ampliação de inclusão, como o Primeiro Emprego Indígena, criado em abril de 2023 para atender exclusivamente aos alunos do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena (Clind) da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). Essa versão do programa não apenas insere os estudantes no mercado de trabalho, como permite que eles atuem nas escolas de suas próprias aldeias, reforçando, assim, a identidade cultural e garantindo suporte financeiro para a permanência universitária.

Muito além de incluir, a iniciativa também ajuda a manter os estudantes na universidade, como ressalta a coordenadora do Clind, professora Iraci Nobre. “Com o salário, os alunos passaram a ter condições reais de permanência na universidade, acesso a equipamentos, internet, livros, e melhorias significativas na qualidade de vida. Cada aluno formado representa uma conquista na luta por uma educação indígena qualificada”, disse.

Além da inserção na rotina do serviço público, o programa também investe na qualificação contínua. Já foram realizadas 40 capacitações, entre cursos, rodas de conversa e eventos para o fortalecimento de competências técnicas e comportamentais. Para a coordenadora do programa, Rose Damas, a iniciativa cria pontes reais entre a formação e a prática. “O Primeiro Emprego reafirma, a cada ano, seu papel estratégico na promoção da inclusão social e produtiva dos universitários alagoanos. Ao contemplar pessoas de diferentes níveis sociais e econômicos, bem como pessoas com deficiência, o programa fortalece a diversidade dentro do serviço público, tornando-o mais plural, representativo e alinhado à realidade da sociedade”, pontua a coordenadora.

Experiências que transformam

A efetividade dessa política pública se reflete nas histórias construídas em seus corredores. O assessor especial da Seplag, Lincoln Araújo, é um exemplo desse ciclo de cinco anos. “Minha trajetória na secretaria começou a partir do Primeiro Emprego, quando tive o contato inicial com a rotina administrativa. A vivência despertou minha paixão pelo serviço público e, antes mesmo de finalizar o contrato de estágio, fui convidado a assumir um cargo na secretaria”, relembra.

Hoje, ao completar cinco anos de atuação no órgão, ele faz parte da governança da iniciativa. “É motivo de muita alegria poder contribuir diretamente com essa política pública que transforma a vida dos jovens”, completa Lincoln.

Para a estudante de Publicidade e Propaganda, Ana Lívia Almeida, selecionada no início de 2025 para atuar na Assessoria de Comunicação da Seplag, o estágio tem sido um divisor de águas. “Vivo um processo constante de aprendizado, participando de atividades como gravação de vídeos, fotografia, edição e desenvolvimento de processos criativos. Essa vivência prática no órgão público tem refletido diretamente na minha evolução acadêmica, ampliando meu olhar crítico e aperfeiçoando minhas produções na faculdade”, relata a estagiária.

O impacto também é duradouro para ex-participantes, como Cauã Mendes. Ele iniciou no programa no terceiro período da graduação e enxerga a oportunidade como um impulso fundamental para sua carreira atual. Hoje, atuando como editor de imagens na televisão, na área de jornalismo esportivo, ele reconhece o peso da experiência. “O programa representou a ponte entre a teoria aprendida na universidade e a prática real do mercado de trabalho. Durante os seis meses em que estive lá, tive contato com demandas concretas e ganhei clareza sobre meus objetivos profissionais. Muitas das bases técnicas e comportamentais que utilizo até hoje foram construídas durante essa passagem”, destaca.

Agência Alagoas