Em Penedo, as aulas começam no próximo dia 16.
O Programa de Pós-Graduação Médica no Âmbito do SUS (PGSUS), uma iniciativa da Prefeitura de Penedo, juntamente com o Núcleo de inovação, tecnologia Carlos Chagas e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio), foi destaque da edição desta quarta-feira, 04 de abril, do jornal Folha de São Paulo.
De acordo com a publicação, aulas de medicina com holografia, estudos anatômicos com cadáveres congelados importados dos Estados Unidos e frequência do aluno monitorada por biometria e georreferenciamento, são algumas das propostas do novo programa, que tem foco em medicina de família e comunidade e urgência emergência.
O projeto é o primeiro em medicina ancorado na lei 13.243/16, também conhecida como o Novo Marco Legal da Inovação, aprovada em 2016 e regulamentada por meio de decreto presidencial em fevereiro último. Entre outros, ele dispensa a obrigatoriedade de licitação para projetos que envolvam inovação e tecnologia e simplifica convênios entre empresas públicas e privadas.
“O Brasil era muito atrasado nas questões de inovação. Como você vai inovar se tudo tinha que passar por licitação e a única coisa que importava era o menor preço e não a qualidade do resultado?”, declarou Alcir Abuchaim, presidente da empresa Even Education and Technology, responsável pela plataforma do PGSUS, para a Folha de São Paulo.
Em Penedo, as aulas começam no próximo dia 16. São 13 bolsas, de R$ 7.500 (urgência e emergência) e R$ 11 mil (medicina de família). O curso dura três anos. As aulas práticas vão acontecer nas unidades de saúde, com atendimentos reais de pacientes sob supervisão de um médico preceptor. O uso de cadáveres congelados nas aulas de anatomia deve ser uma novidade. Eles serão trazidos dos EUA pelo instituto Marc, parceiro do projeto e considerado o maior centro de treinamento do mundo nessa área.
No Brasil, por força de lei, os corpos usados em pesquisa devem ser conservados em formol ou glicerina. A vantagem do cadáver congelado, segundo Ribeiro, é que o método preserva as estruturas anatômicas. Na dissecação, é possível observar os vasos sanguíneos e por onde passam os nervos. Já com o formol não há preservação da cor e das estruturas.
A importação de cadáveres ainda precisará do aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Pelas regras americanas, depois de usado em pesquisa, o corpo precisa ser cremado e as cinzas, dadas à família. Cada médico também receberá um tablet por meio do qual assistirá a aulas. Nelas serão usados recursos tecnológicos como a holografia.
Os médicos bolsistas serão monitorados por biometria, reconhecimento fácil e radiofrequência para evitar fraudes, como médicos que faltam ao trabalho e outra pessoa marca sua presença.
