Produtos apreendidos durante operação do Procon/AL
O Procon/Alagoas apreendeu quase duas toneladas de alimentos em supermercados de Maceió e constatou diversas irregularidades nas mercadorias expostos nas prateleiras dos estabelecimentos comerciais. Os locais foram autuados e podem receber multa de até 6 milhões de reais, conforme foi explicado durante entrevista coletiva concedida por Rodrigo Cunha, superintendente do órgão vinculado à Secretaria do Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos.
De acordo com Rodrigo Cunha, o que chamou mais a atenção foi o descaso com o consumidor. “Produtos com prazo de validade vencido, sem prazo de validade, sem data de fabricação, latas amassadas, conservados de forma inadequada e estragados estavam sendo vendidos sem nenhuma restrição”.
Os casos mais absurdos foram em relação aos embutidos, frios, carnes e peixes. “Os produtos cárneos (salsichas, mortadelas, presuntos, lingüiças,…..) por serem produzidos à base de carnes bovina, suína e aves são mais perecíveis. Por isso, devem ser mantidos em refrigeração adequada, mas o que encontramos foram alimentos desprendendo líquido, com superfície úmida, pegajosa, amolecidos e manchas esverdeadas. Totalmente impróprios para o consumo humano”, explicou o superintendente.
As irregularidades foram encontradas em supermercados da rede Bompreço (Buarque de Macedo e Pajuçara), Cesta de Alimentos, Compra Bem, Extra, GBarbosa, Líder, Neto, Ponto Certo e Unicompra.
“Durante uma semana percorremos dez estabelecimentos e em todos constatamos algum tipo de problema. É importante que o consumidor fique atento na hora de realizar suas compras, principalmente aos alimentos sensíveis a bactérias”, informou Rodrigo Cunha.
Todos os alimentos vão ser incinerados e os estabelecimentos já foram autuados pelo Procon/AL.
“Os supermercados têm o prazo de 10 dias para apresentar a defesa. Devido as irregularidades encontradas os estabelecimentos podem receber multas que variam de R$ 400,00 até R$ 6 milhões. O valor é calculado com base no tamanho do porte da empresa e na penalidade cometida. Vale ressaltar que a Operação Alimentos também será feita em outras cidades”, acrescentou o superintendente do Procon em Alagoas.
