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Política

Presidente de CPI diz que investigará contratos da CBF sob confidencialidade

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia do Futebol definiu o tratamento que será dado a documentos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que apresentam cláusulas de confidencialidade.

Vários deputados da CPI já pediram acesso a contratos da CBF a fim de investigar suspeitas de suborno pago por executivos de marketing esportivo a dirigentes da confederação para a comercialização de direitos de mídia e marketing da seleção brasileira de futebol e de torneios organizados pela entidade.

A investigação ocorre no contexto dos escândalos de corrupção da Federação Internacional de Futebol (Fifa) que levaram à prisão vários dirigentes internacionais, entre eles, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, que cumpre prisão domiciliar nos Estados Unidos.

Os atuais dirigentes da CBF sempre ressaltam que os contratos, alvos da CPI, foram firmados pela diretoria anterior e contêm cláusulas de confidencialidade que precisam ser obedecidas.

Indícios de crime
Mas o presidente da CPI, deputado Laudívio Carvalho (SD-MG), garantiu que os indícios de crime serão investigados: “Todos os dias, novos documentos chegam à CPI. Aquilo que for confidencial será mantido de maneira confidencial, como previsto no Regimento Interno e na lei. A confidencialidade deve ser respeitada. Mas se dentro desses documentos houver qualquer indício de crime, nós vamos investigar e vamos trabalhar”.

Nesta semana, por exemplo, a TV Globo, que detém direito de transmissão de algumas competições de futebol, deixou de enviar para a comissão os contratos celebrados com a CBF que foram pedidos (Req. 48/16) pelo deputado Major Olímpio (SD-SP).

O Grupo Globo alega que tais documentos não se enquadram na investigação da CPI e possuem cláusulas que impedem a revelação dos termos contratuais.