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Sergipe

Prefeitura atua em parceria com a UFS para qualificar oferta de cursos de capacitação

Preocupada com a geração de emprego e renda para a população da capital sergipana, a Prefeitura de Aracaju, por meio do Observatório Social da Secretaria Municipal da Assistência Social, firmou uma parceria de cooperação técnica com o Departamento de Estatística e Ciências Autuariais da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

O objetivo desse acordo, que vigora desde 2017, é nortear a Fundação Municipal para Formação do Trabalho (Fundat) quanto a escolha das áreas e os tipos de cursos a serem ofertados à população de acordo com a demanda do mercado. Apenas neste mês, a Fundat abriu 3,1 mil novas vagas em cursos e oficinas de capacitação profissional.

A cada três meses, um relatório contendo indicadores da conjuntura econômica da capital, como índices de ocupações, demanda e mercado por atividade econômica, e crescimento de áreas, é enviado à diretoria da Fundação. O estudo acompanha de maneira sistemática os indicadores de mercado de trabalho a nível local, tendo como parâmetro de avaliação a comparação de Aracaju com ela mesma e com os indicadores a nível de estado e de RIDE – Região Integrada de Desenvolvimento Econômico.

“Há um tempo, tivemos uma reunião que envolveu o Departamento de Estatística, o Observatório Social e a equipe da Fundação. Naquele momento, procuramos alinhar com as equipes as análises trazidas no relatório de acompanhamento do mercado de trabalho local às reais necessidades da equipe de planejamento e gestão da Fundat. Foi uma reunião muito proveitosa que serviu para esclarecer alguns pontos abordados pelo relatório e ainda pensar de que maneira essa parceria poderia fomentar outras possibilidades para melhorar a capacidade da Fundação em diagnosticar as reais necessidades de cursos direcionadas às potencialidades e vocações do município de Aracaju”, aponta o coordenador do Observatório Social de Aracaju, Marcelo Cruz.

Os dados que são a base do relatório são obtidos diretamente do portal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Trata-se de um levantamento trimestral, feito pelo próprio IBGE, acerca do mercado de trabalho das regiões metropolitanas e das capitais de todo o Brasil. No próprio site do Instituto estão essas informações, que chamamos de microdados. Nós baixamos esse banco de dados, fazemos a análise, considerando as variáveis como sexo, escolaridade, unidade da federação, entre outras, transformamos em um relatório humanamente utilizável e em seguida o encaminhamos à Prefeitura”, explica Kléber Oliveira, professor, e também coordenador e responsável pela análise e pela pesquisa na UFS.

Esses indicadores têm servido tanto para a gestão acompanhar a conjuntura econômica da cidade, medindo os resultados e impactos das políticas de geração de emprego e renda do município, mas também para tomada de decisão da Fundat, que monta seu portfólio de cursos de modo a atender a demanda do mercado local com base nos indicadores desses relatórios.

No relatório mais recente, de dezembro do ano passado, por exemplo, o setor que mais necessitou de vagas de trabalho foi o setor de serviços, com demanda alta para atendente de farmácia, porteiro de prédio, agente de limpeza predial e cuidador de idoso.

Segundo, a presidente da Fundat, Edivaneide Souza, essa parceria tem norteado a Fundação a direcionar suas ações de oferta de cursos para o que realmente o mercado da capital precisa. “A parceria com o Observatório Social e com a UFS é fundamental para a Fundat porque não oferecemos um curso somente por oferecer, há um propósito que é a empregabilidade imediata. Às vezes, as pessoas nos pedem um curso de qualificação que no momento não é demandado no mercado, ou seja, só ofertamos aquilo que realmente o mercado quer e emprega”, afirma a presidente.