Há uma semana em greve, os médicos do Programa Saúde da Família se reuniram mais uma vez com o presidente da AMA, Abrahão Moura que, em nome da entidade reconhece os direitos da categoria , mas não tem uma solução para o problema sem a interferência do Governo Federal.
Com a redução dos repasses para as equipes nos últimos anos, os municípios absorveram uma carga de responsabilidade para não deixar a população sem atendimento. O resultado é que dos três entes responsáveis, os municípios ficaram com 70% das responsabilidades e não têm mais como aumentar os valores praticados.
A greve aconteceu depois que o MPF passou a exigir jornada de 40 horas semanais. Os médicos que tinham acordos informais com os municípios para uma carga menor compensando o salário, não aceitam a exigência sem que seja estabelecido um piso de R$ 18 mil reais. Uma conta que os prefeitos não podem bancar.
Mais uma vez a AMA vai intermediar uma nova rodada de entendimentos com a Secretaria Estadual da Saúde e o Sindicato um encontro com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha para tentar negociar o fim da greve com a garantia do governo federal de mudanças na execução do programa.
