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Prefeito manda pintar prédios nas cores do seu partido

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Prefeito manda pintar prédios nas cores do seu partido

O prefeito de uma pequena cidade o noroeste mineiro mandou pintar prédios e fazer uniformes nas cores do partido dele. Apenas uma coincidência, diz o prefeito.

As cores amarelo e azul podem ser vistas por toda parte de Lagoa Grande, município de 8 mil habitantes, a 500 quilômetros de Belo Horizonte. Elas estão nos prédios públicos, nos postes, no uniforme do principal time de futebol amador da cidade e até na roupa dos servidores públicos.

“Eu acho que a cor está boa, não é uma cor ‘cheguei'”, diz a funcionária pública Eleusa Pereira de Oliveira.

Os prédios e os uniformes mudaram de cor em janeiro, início do segundo mandato do prefeito José Francelino Dias do PSDB, partido que utiliza as mesmas cores

Polêmica

A partir do mês que vem o amarelo e o azul não estarão só nos postes e paredes da cidade, não. Em Lagoa Grande, professor de escola municipal também vai usar uniforme. Nas escolas opiniões divididas.

“Eu acho uma falta de respeito com os funcionários. Eu acho que nem todo mundo gosta, nem é obrigado a carregar a bandeira do partido”, afirma a professora

“Tranquilo, ainda mais de graça”, fala a professora Maria Aparecida Vasconcelos.
O prefeito diz que todo o trabalho de pintura e confecção de uniformes foi licitado. Só com camisetas e pintura dos postes foram gastos R$ 19 mil.

E garante: as cores não estão lá por causa do partido dele. “Qualquer um que quiser avaliar, olhar aqui a própria bandeira do Brasil, tem forte o amarelo, tem forte o azul. O próprio brasão do município que foi criado muito antes de eu me filiar ao PSDB. Então, com toda sinceridade eu vejo isso como uma atitude de quem não tem o que fazer”, defende-se o prefeito.

A Constituição Federal é clara. No capítulo que trata da administração pública, o artigo 37 diz que os municípios têm que obedecer, entre outros, os princípios da legalidade e impessoalidade. “Ninguém que exerce a função pública poderá utilizar-se da máquina estatal para fazer promoção pessoal ou partidária. Comprovado um caso como esse o Ministério Público toma as providências no sentido de responsabilizá-lo penalmente e civilmente. Além das sanções eleitorais que ele pode sofrer”, explica o promotor eleitoral, Breno Linhares Lintz.

G1

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