O prefeito em exercício, Marcelo Palmeira, tem coordenado desde o final de semana as ações da Secretaria Adjunta de Defesa Civil em decorrência do volume de chuva na capital. Nesta segunda-feira (19), o gestor recebeu secretários municipais para alinhar o trabalho de assistência à população e avaliou o que vem sendo feito pelos órgãos da Prefeitura diante das ocorrências registradas.
“Desde o início da semana passada a previsão era de chuva, então começamos a agir de forma preventiva. Estamos com equipes das secretarias de serviço integradas para garantir o atendimento aos cidadãos que necessitarem de qualquer tipo de assistência. O monitoramento foi intensificado e estamos de prontidão, com atenção especial às áreas de risco. O trabalho de infraestrutura já reduziu áreas de risco, centenas de moradias foram entregues nos últimos anos e continuaremos agindo em toda a cidade”, ressaltou Marcelo Palmeira.
Um dos pontos abordados durante a reunião foi a abertura de fissuras em ruas da capital, uma das ocorrências registradas Defesa Civil desde que houve um aumento no volume de chuva, na última semana. Para identificar as causas, a Prefeitura viabilizou a realização de um estudo, que foi iniciado nesta segunda-feira (19) e está sendo coordenado pelo geotécnico e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Abel Galindo Marques.
Ao prefeito em exercício, o secretário Dinário Lemos explicou que a primeira etapa do estudo consistiu na avaliação dos locais onde houve o registro da ocorrência, a exemplo dos bairros Pinheiro e Farol. Segundo Abel Galindo, há a possibilidade das fissuras serem provenientes de uma contração mineralógica, fenômeno decorrente da mistura de solo.
“Há a possibilidade de ser um problema de contração mineralógica em decorrência mistura de solos diferentes, o inerte e o ativo, o chamado solo misto, que é comum nessas regiões onde houve fissura. Depois que molha e seca, o solo inerte permanece no lugar, enquanto o ativo se contrai e abre fendas. É um processo longo, visto que as casas onde houve esse registro foram construídas há mais de 40 anos, e agora que o problema surgiu”, esclareceu Abel Galindo.
Amostras do solo serão coletadas e encaminhadas para a Universidade Federal de Pernambuco, onde o estudo mineralógico será realizado. Conforme determinou Marcelo Palmeira, enquanto o laudo técnico não é emitido – o estudo deve durar cerca de 90 dias-, a Prefeitura realizará nas próximas semanas intervenções para garantir a normalidade nas vias públicas atingidas.
