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Ponte para o futuro

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Ponte para o futuro

Cidade que remonta aos primórdios da colonização do Brasil, Penedo (AL) atingiu o auge econômico e cultural nos anos 60 do século passado. Atravessando o Rio São Francisco em direção a Neópolis (SE), balsas levavam gente, carros, cargas, produção agrícola e garantiam o fausto traduzido em belas casas, igrejas, hotéis, teatro e até um dos melhores cinemas do País, o Cine São Francisco. Não havia ponte sobre o rio a partir de Paulo Afonso (BA).

Penedo, que já havia acolhido o Imperador D. Pedro II, reinava soberana. Mas tudo mudou a partir de 1972, quando foi inaugurada a ponte ligando Porto Real do Colégio (AL) a Propriá (SE). A cidade lutou, porém perdeu a disputa política embalada por pareceres técnicos e viu a obra escapar por entre as mãos.

Provando que a história se repete em ciclos, um novo projeto de ponte para Penedo volta a ser apresentado. Em reunião com a bancada federal, o prefeito da cidade, Marcius Beltrão, e o vice, Ronaldo Lopes, detalharam a futura obra: terá 1,1 km de extensão, 18,5m de largura, e contará com ciclovia, passeio, faixas de rolamento e de segurança. A estimativa de gastos é de 180 milhões de reais, que viriam por meio de financiamentos de bancos públicos, do governo federal ou até mesmo internacional.

Além de facilitar o transporte entre os dois estados, a ponte aquecerá a economia, gerando empregos e renda; fomentará as atividades turísticas já existentes e promoverá a exploração do turismo náutico, além de facilitar o acesso das populações das duas cidades a serviços públicos como educação, o que acontece hoje, já que Penedo dispõe de institutos federais de ensino.

Contudo, como outrora, há óbices que geram certa polêmica. O Estado de Sergipe também tem projeto semelhante, só que em outro local. A ponte do projeto sergipano ligaria Piaçabuçu (AL) a Brejo Grande (SE), na foz do Velho Chico. O sonho penedense seria, mais uma vez, preterido.

Após análise de ambos os projetos, cabe aqui esclarecermos que a ponte de Penedo tem um custo mais baixo e menor impacto ambiental: não vai derrubar uma arvore ou casa sequer. Todavia, não basta a retórica. É necessário adotarmos uma atitude proativa e sentarmos com o governo e a bancada do estado vizinho para expormos nosso ponto de vista. O consenso deve prevalecer sem prejuízo para quaisquer partes.
 

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