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Penedo-Neópolis – Uma Ponte para o Desenvolvimento

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Penedo-Neópolis – Uma Ponte para o Desenvolvimento

Desde criança, aqui em Penedo, ouço falar na construção de uma ponte que ligaria a nossa cidade, em Alagoas, a Neópolis, em Sergipe, sobre as águas do Velho Chico.

Participei de várias reuniões com políticos que falavam desta obra, mas, no entanto, sem nenhum projeto concreto ou encaminhamento que pudesse nos dar a esperança de materializar esse importante sonho de todos os penedenses e neopolitanos.

Em 2008, ocupando o cargo de Diretor-Presidente do Departamento de Estradas de Rodagens de Alagoas – DER, participei de um encontro em Penedo que reuniu representantes dos governos dos dois estados, comandado pelos dois governadores, Teotônio Vilela Filho e Marcelo Déda. Neste encontro foi criada uma comissão formada pelos secretários de Planejamento, Infraestrutura e pelos diretores-presidentes do DER de cada um dos estados.

Esta Comissão reuniu-se por três vezes em Penedo, Maceió e na capital sergipana. Na última reunião, em Aracajú, os integrantes da comissão que representavam o estado de Sergipe deixaram claro que, independentemente de nossos argumentos para que a localização da ponte fosse entre os dois municípios ribeirinhos, Penedo e Neópolis, a posição do governador de Sergipe era no sentido de que a ponte seria na foz do rio São Francisco, entre os municípios de Brejo Grande e Piaçabuçu e que cada estado deveria elaborar o seu projeto.

Sergipe continuou com suas ações para desenvolver o projeto da ponte na foz do São Francisco, entre os municípios de Brejo Grande(SE) e Piaçabuçu(AL), e o governo do estado de Alagoas nada fez no sentido de promover a realização de qualquer estudo ou projeto nesta região, o que deixaria claro a viabilidade técnica, econômica e ambiental do local defendido por Alagoas, em relação à região defendida pelo governo de Sergipe.

Ao ser eleito vice-prefeito pelo povo de Penedo, em 2012, iniciamos, eu e o prefeito Marcius Beltrão, várias gestões no sentido de encontrar os caminhos que nos levassem até a tão sonhada e necessária ponte e, tão logo assumimos a Prefeitura de Penedo, contratamos, com recursos próprios, uma empresa que levantou os elementos necessários à confecção do Termo de Referência e Edital para contratação de um projeto.

Com esse estudo em mãos, procuramos, eu e o prefeito Marcius Beltrão, o presidente da Codevasf, Dr. Elmo Vaz, acompanhados do então deputado federal, Renan Filho, para apresentar a proposta. O próprio deputado Renan Filho viabilizou a metade dos recursos do projeto, enquanto o senador Renan Calheiros, também através de emenda parlamentar, viabilizou a outra metade, além de enviar ao Ministério do Planejamento uma correspondência, solicitando a inclusão do projeto da ponte Penedo-Neópolis no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.

Hoje, a ATP Engenharia, empresa contratada pela Codevasf através de processo licitatório, trabalha pra concluir o projeto da ponte em nossa região.

Recentemente, iniciamos gestões junto aos novos parlamentares da bancada federal de Alagoas, eleitos no pleito de 2014, e dos prefeitos desta região do Baixo São Francisco alagoano e sergipano que defendem a localização da ponte em nosso território, na tentativa de unir os parlamentares e os governadores em torno da luta em defesa dessa obra que vai transformar a perspectiva de desenvolvimento desta região.

A Ponte Penedo-Neópolis significa, além de uma obra essencial de infraestrutura para o crescimento regional, o resgate de uma importante ligação entre o Sul e o Nordeste do Brasil. Uma ponte para o futuro, ligando pólos econômicos, agrícolas, educacionais e industriais em desenvolvimento e não apenas uma passagem sobre um rio ligando empreendimentos turísticos.

Com o potencial de atividades desenvolvidas a partir da ligação rodoviária direta entre a região sul de Alagoas e norte de Sergipe, aliado ao potencial das duas regiões, vislumbra-se um forte indutor do desenvolvimento local, beneficiando dois estados e enquadrando-se nos modernos critérios de conceituação do turismo como atividade econômica, levados em consideração pelos organismos de financiamento.

Muita água do nosso Velho Chico ainda vai passar por Penedo e Neópolis até que os penedenses e neopolitanos vejam assentada a pedra fundamental desta obra. Por isso mesmo, precisamos estar unidos, alagoanos e sergipanos do Baixo São Francisco, em prol dos mesmos ideais e de uma luta que está apenas começando.

Finalmente, devemos ficar atentos à agressão ambiental que haverá ao já combalido Rio São Francisco e ao sistema natural existente, cujo tesouro ecológico é essencial à nossa sobrevivência, caso essa obra viesse a ser concretizada na foz do maior rio genuinamente brasileiro e um dos mais importantes da América Latina.

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