Marceneiro Edson Silva e a rendeira Maria Severiano foram os últimos condutores em São Sebastião
Dia 29 de maio de 2016. Uma data que entrará para a história de São Sebastião e que certamente ficará marcada na memória da população do município e de toda região do Agreste alagoano.
Por alguns minutos deste domingo, a Terra das Rendas de Bilro transformou-se na capital mundial do Esporte, ao receber de braços abertos a passagem da Tocha Olímpica Rio 2016, o maior símbolo dos Jogos Olímpicos Mundiais e do Esporte em geral.
Jovens, adultos, idosos e, principalmente, as crianças foram tomados pela emoção e a alegria de ver, bem de pertinho, a chama que mantém acesa a esperança de um mundo melhor, mais justo e mais unido através do Esporte.
Em São Sebastião a Tocha Olímpica fez sua primeira escala em solo alagoano. Ela chegou por volta das 11 horas e foi conduzida, debaixo de chuva, por treze revezadores, que não conseguiram esconder a emoção e a alegria de carregarem, mesmo que por alguns segundos, o maior símbolo do esporte mundial.
Foram poucos passos, mas que certamente ficarão guardados eternamente na memória de cada um dos condutores e da multidão que assistia ansiosamente cada um dos revezamentos.
Pessoas simples como Seu Edson, marceneiro experiente e conhecido na cidade por ser uma das poucas pessoas em todo o Brasil a fabricar bilros, pequenos objetos de madeira utilizados pelas rendeiras para a confecção de suas peças.
Ele foi o último revezador da tocha e falou da emoção em participar daquele momento. “Estou muito feliz e orgulhoso por ser um dos brasileiros escolhidos para conduzir o fogo olímpico. Esse será um dia inesquecível para mim, para minha família e para todo o povo de São Sebastião”, frisou.
A passagem da tocha olímpica pela cidade foi vista por milhões de pessoas em todo o mundo, através dos canais esportivos de vários países que acompanham diariamente a turnê da chama olímpica pelo mundo.
Após a passagem da tocha o Largo Muniz Falcão foi palco de diversas atividades culturais, com apresentação de grupos indígenas e estudantes das escolas municipais que se apresentaram com danças, balé, capoeira, entre outros.
O prefeito Charles Pacheco e o vice Jarbas Nunes também estiveram presentes, prestigiando um dos momentos mais importantes da história de São Sebastião. Na oportunidade eles foram os anfitriões de várias autoridades.
