Sete mil e quinhentos professores de Língua Portuguesa e Matemática da rede pública alagoana concluíram nesta sexta-feira (17) sua formação no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). Um compromisso assumido pelo Governo Federal e estados brasileiros, o Pacto visa promover a alfabetização de todas as crianças brasileiras até os oito anos de idade, no 3º ano do Ensino Fundamental. No estado, o programa é executado por meio de parceria entre a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Secretaria de Estado da Educação (SEE) e municípios.
Alagoas fez adesão ao Pacto em 2012, e, em 2013, teve início o primeiro ano de formação ministrado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) focado em Língua Portuguesa. Em 2014, já tendo a Ufal como instituição formadora, o enfoque foi direcionado para Matemática e Língua Portuguesa.
A superintendente de Gestão do Sistema Educacional da SEE e coordenadora estadual do PNAIC, Maria do Carmo Silveira, estima que o Pacto trará mudanças positivas nos índices educacionais do estado no Ensino Fundamental.
“O Pacto veio para garantir a alfabetização de nossas crianças na idade certa, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental. Este ano, mais de sete mil educadores estiveram envolvidos na formação, o que beneficiou mais de 100 mil alunos da rede pública no estado. Acredito que esse trabalho terá resultados positivos nas avaliações que contemplam este público, a exemplo da Avaliação Nacional da Alfabetização, a ANA, e a Provinha Brasil”, estima.
Edição 2015
Segundo a coordenadora geral do PNAIC, a professora Abidizia Barros, da Ufal, já existe uma sinalização positiva do Ministério da Educação (MEC) para a edição 2015 do Pacto. A logística do programa já está configurada, faltando apenas a definição de questões orçamentárias por parte do Governo Federal. A estimativa é que as atividades comecem no segundo semestre do ano, entre os meses de junho e julho.
A nova edição do Pacto deverá trazer muitas novidades, conforme adianta Abidizia. “Além de Língua Portuguesa e Matemática, deveremos também trabalhar as ciências sociais e naturais, incluindo ainda cadernos sobre formação de gestores, formação de coordenadores de escola, Artes, currículo, avaliação e planejamento. E nesta formatação, Matemática e Língua Portuguesa continuarão como prioridade dentro do processo de formação”, informa.
