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Os empresários e seus planos para o futuro

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Os empresários e seus planos para o futuro

A política fiscal do governo é que determina a perspectiva dos empresários no médio e longo prazo. Como o governo atual recebeu o país com um déficit fiscal gigantesco, com suas despesas excedendo – e muito – suas receitas, só duas alternativas podem sanar este problema: aumento da carga tributária ou reformas que reduzam as despesas.

A alternativa mais fácil e de simples implementação é o aumento da carga tributária, porém esta intenção, caso seja percebida pelo empresariado em geral, provavelmente provocará uma tremenda recessão, aumentando as falências e o desemprego, pois ninguém em sã consciência irá aumentar ou manter sua capacidade produtiva para apenas pagar mais imposto.

A outra alternativa, mais racional e aceitável por todos os segmentos, são as reformas que diminuam as despesas e o resultado fiscal seja superavitário, proporcionando ao governo os recursos necessários para atender suas obrigações constitucionais que tratam dos direitos dos cidadãos e realize investimentos públicos necessários e assim produzir um ambiente propício ao investimento privado, que resultará no aumento da produção, mais emprego e mais impostos, iniciando, assim, um círculo virtuoso, como já aconteceu diversos países, sendo Portugal um dos mais recentes.

A equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro tornou público, mesmo antes de assumir, que a prioridade de sua administração seria o equilíbrio fiscal, pois o déficit orçamentário do país vem crescendo ano a ano, fazendo com que o governo deixe de atender os direitos dos cidadãos previstos na Constituição Nacional. Naquele momento, o seu futuro ministro da economia, Paulo Guedes, decidiu que a prioridade do governo, para iniciar o objetivo de solução do déficit fiscal, seria a reforma da previdência social, pois o envelhecimento da população e metodologias desiguais na concessão do benefício previdenciários a servidores públicos, está transferindo uma parte considerável das receitas da união para pagamento de aposentadorias, pois a previdência não arrecada o suficiente necessário para o pagamentos dos benefícios das aposentadorias.

A indicação desta política econômica do governo provocou nos empresários um viés de melhoria econômica do país, resultando em planos otimistas para os negócios a médio e longo prazo. Inicialmente estes planos previam uma diminuição da ociosidade da capacidade de produção no médio prazo, um ano, chegando a produção plena em torno de dois anos e a partir daí iniciassem novos investimentos para aumento da capacidade produtiva.

O reflexo desta melhoria seria estendida aos outros setores, comércio, serviços e proporcionaria uma maior arrecadação de imposto para o governo.

A euforia inicial da maioria com a previsão de que o projeto da reforma da previdência apresentado pelo governo seria aprovado na sua essência, começa a deixar dúvida se este fato ocorrerá, pois declarações contraditórias dos agentes envolvidos, poderes executivo e legislativo, vêm provocando dúvidas sobre a aprovação do projeto, na íntrega, já entregue à Câmara de Deputados.

Esta dúvida reflete-se na recente Datafolha, publicada na Folha de São Paulo em São de 09.04.19, 50% dos empresários continuam otimista quanto a melhoria do cenário econômico, este otimismo era de 65% no final de 2018, 29% acreditam que o cenário continue idêntico ao atual e os que consideram uma piora da economia está em 18%.

Em Economia tem uma lei que diz que ela se comportará conforme a expectativa dos seus agentes. Vamos esperar o andamento do projeto de reforma da previdência juntamente com os humores da bolsa de valores e da variação do dólar.

Por enquanto sou de opinião que os pequenos e médios empresários, maioria da nossa microrregião, devam manter uma estratégia de manutenção dos seus negócios, mas com planos prontos para serem utilizados no caso de melhorias no futuro, pois os brasileiros estão começando a entender a necessidade desta mudança nas regras da aposentaria e este posicionamento é importantíssimo no voto dos nossos representantes no Congresso Nacional, em favor da aprovação do projeto apresentado.

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