As fiscalizações ocorrem em estabelecimentos situados em Maceió, Teotônio Vilela, Palmeira dos Índios, Igreja Nova e Coruripe.
Postos de combustíveis de cinco municípios alagoanos foram alvo, nas primeiras horas desta terça-feira, 24 de fevereiro, de uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) e pela Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz). A ofensiva integra a Operação Verus II, que investiga suspeitas de sonegação fiscal, ocultação de receitas e outras irregularidades no setor.
As fiscalizações ocorrem em estabelecimentos situados em Maceió, Teotônio Vilela, Palmeira dos Índios, Igreja Nova e Coruripe. As equipes apuram possíveis inconsistências entre o volume de combustíveis adquiridos e o efetivamente revendido, além de movimentações financeiras incompatíveis com o porte declarado das empresas.
Entre os pontos que chamam atenção dos investigadores está o uso de maquininhas de cartão registradas em nome de terceiros, mecanismo que pode indicar tentativa de desviar faturamento ou mascarar receitas. Também são analisados os dados extraídos das bombas, com cruzamento de informações entre encerrantes, notas fiscais e relatórios contábeis.
Outro procedimento adotado é a verificação do volume armazenado nos tanques e a realização de testes de aferição nas bombas. A medida pode revelar tanto prejuízos diretos ao consumidor quanto eventuais fraudes tributárias.
Apesar da amplitude da operação, um dado chama atenção: Penedo, apontada por consumidores como uma das cidades alagoanas com os preços de combustíveis mais elevados, não está entre os municípios fiscalizados nesta etapa. A ausência do município na lista de alvos deve gerar questionamentos, especialmente diante das frequentes reclamações sobre valores praticados na região.
De acordo com os órgãos envolvidos, a operação tem caráter preventivo, mas não descarta responsabilização fiscal e criminal caso irregularidades sejam confirmadas. Participam das diligências promotores de Justiça, auditores fiscais e equipes das polícias Civil e Militar.
O nome “Verus”, termo em latim que significa “verdadeiro”, simboliza o objetivo da força-tarefa: revelar a real movimentação econômica de empresas que, embora aparentem regularidade documental, podem estar operando com notas frias, fluxos fictícios ou outras práticas ilegais que impactam a arrecadação estadual e a livre concorrência no mercado de combustíveis em Alagoas.
