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Onde estão os colunistas de Penedo?

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Onde estão os colunistas de Penedo?

“O Brasil acima de todos” foi meu primeiro artigo publicado neste site em 13.09.2018, embora pareça ele não tem nada de política partidária, mas abordando as intenções do então futuro ministro da economia, Paulo Guedes, das alterações que pretendia realizar no cálculo e cobrança do imposto de renda das pessoas físicas e jurídicas.

No espaço do site aquiacontece.com.br destinado à publicação de artigos, vários autores, de diversas formações, colocavam à disposição dos leitores suas opiniões sobre assuntos e fatos do quotidiano conectados ou não às suas áreas de profissionais. Atualmente essa pluralidade não se faz presente naquele espaço.

Diferentemente das minhas publicações, que são sazonalmente irregulares, minha última publicação foi em 13.12.2023, encontrávamos, a partir de 26.8.2009, as opiniões semanais de uma pontualidade quase britânica do João Pereira, que com sua irreverência peculiar e seu português sempre correto e elegante, nos presenteava sempre com assuntos diversos, pontuais e atuais sendo o seu artigo “Querida Penedo, como você está feia” uma produção literária que deveria ser lida por todos que amam esta cidade.

Quando falamos de pessoas é habitual que esqueçamos algumas, mas isto não deve ser empecilho de expressar nossos pontos de vista quando tratamos de assunto que acreditamos importante, imprescindível e que sempre acrescenta algo ao nosso saber.

Liamos, com uma frequência incomum, os escritos do Públio José, que se autodenominava, com justiça, observador da vida e que nos premiava sempre com assuntos do nosso dia a dia que frequentemente negligenciamos e quando liamos seus textos recuperávamos o que não deveríamos ter perdido.

Juntamos com o Públio encontrávamos nas “páginas” do Aqui Acontece, em uma “concorrência” salutar os textos do Wilson Lucena, que não está mais entre nós, sobre nossas tradições microrregionais que são riquíssimas e muitas desconhecidas por ausência de pessoas como ele que se preocupava em resgatá-las e divulgá-las.

Impossível deixar de referir-se aos textos de Isabel Cristina que com o seu olhar de profissional da medicina e dividia com os leitores assuntos que tão bem conhece, mostrando a importância dos programas públicos àqueles que os utiliza ou não, como a publicação de “Saúde da família: Realidade, passado ou futuro”.

Alguns autores, de excelente qualidade, deram uma “palinha” ou pequena amostra de são capazes, publicando um ou dois artigos e depois não retornaram a nos brindar com outras obras, entre eles posso citar Francisco “Tico” Guerra, Martha Martyres entre outros.

É impossível não citar o colunista Prof. Raul Rodrigues que em outro site, correiodopovo.al.com.br, faz publicações quase diariamente, tratando quase sempre de assuntos de política, que por si só é causadora mais de discordância do que concordância, mas necessário para o aprimoramento da convivência com o contraditório.

Este acervo que está a disposição de todos, nos mostra a qualidade das produções dos nossos colunistas, locais ou não, que deveriam inspirar aqueles que têm intenção de se juntar a eles como elaborações interessantes de assuntos diversos, independente de suas formações e atividades. Deixo aqui uma autoavaliação das minhas produções: tenho que melhorar muito para me aproximar das produções deles.

Sem poder “reclamar” daquele que já nos deixaram ao cumprir a lei natural da vida, como o já citado Wilson Lucena, seu irmão o brilhante professor Wilton Lucena, o exemplo de profissional Valfredo Messias dos Santos, volta a perguntar: onde estão os colunistas do Aqui Acontece? Onde estão os imortais da Academia Penedense de Letras Fernando Maximino Cruz Lessa e João Pereira que não retornaram após publicarem alguns artigos, e seus colegas acadêmicos? E os que são autores de livros, temos vários aqui entre nós.

Porém com a pouca produção de artigos no Aqui Acontece, os comentaristas também submergiram. Sem a necessidade de lembrar, que todos os artigos são opiniões onde seus autores se expõem, eles têm uma característica própria de ser provocativo, estando sempre sujeitos a críticas e estas críticas geralmente são importantíssimas para manter a motivação de quem os escreve, principalmente as que são contrárias as opiniões publicadas, desde que atendam aos princípios fundamentais das críticas.

Mas para se afirmar a discordância ao artigo deve-se apresentar os argumentos que justifique esta posição contrária. Ismar Souza, no seu Manual de Leitura Estratégica afirma que o autor da crítica tem quatro opções para justificar sua discordância: 1. Mostrar que o autor está desinformado; 2. Mostrar que o autor está mal-informado; 3. Mostrar que o autor foi incoerente e 4. Mostrar que a opinião do autor está incompleta. Esta última é quase que dispensada, pois artigo de opinião geralmente são incompletas para atrair o debate.

Será que os colunistas voltarão?
 

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