As criptomoedas não estão apenas limitadas ao Bitcoin e suas enormes variações. Hoje há milhares delas no mercado, com maior ou menor confiança ligadas ao produto e também valores completamente diferentes. E algumas delas indicam qual é o futuro dessas moedas virtuais.
O banco JP Morgan lançou na semana passada o JPM Coin, apesar de todas as declarações duras de seu CEO, Jamie Dimon, sobre o Bitcoin, usando até palavras como “fraude”. Sua moeda será classificada como uma stablecoin, que tem em seu apelo o desempenho mais regular por estar ligada ao valor de algo sólido, como, por exemplo, o dólar.
Claro que tudo nesse mundo está sujeito a quedas e o dólar é uma delas. Mas é inegável que estamos vendo uma pequena mudança na ideia das criptomoedas para conquistar os corações e mentes de investidores e usuários. Isso vai funcionar?
Buscando eliminar as críticas dos oponentes
As críticas às criptomoedas e o Bitcoin em específico são conhecidas. O fato de não ter regulação e estar exposto às subidas e descidas do mercado é algo que enerva os menos arrojados. As notícias de ataques virtuais não ajudam também.
No momento que um banco como o JP Morgan é o pai da criptomoeda, ela é regulada e lastreada pela moeda mais conhecida que existe, todas essas dúvidas se dissipam.
Mas a JPM Coin não é a única stable coin. Existem várias outras como o Gemini Dollar dos irmãos Winklevoss – os mesmos do filme sobre o Facebook (“Rede Social”) e a TrueUSD, que também tem paridade com o dólar.
Mas não é tudo maravilhoso
Um dos nomes mais fortes no mundo das stable coins é o Tether, que usa a moeda americana como referencial mas que é criticada por suas contas e ações não serem tão transparentes. Há dúvidas se a empresa Bitfinex tem o lastro para fazer essa paridade de um USDT (Tether) para USD (Dolar).
No momento que criptomoedas caem nesses erros, elas se tornam apenas mais uma ideia que pode ir para o ralo.
Outra questão aqui é a valorização, que não é tão grande por motivos óbvios: o que fez o Bitcoin subir tanto foi um monte de gente pulando para dentro – inclusive algumas ações orquestradas para inflar o preço – e o ar de modernidade da ideia de blockchain e criptomoedas.
O argumento principal ainda continua
Quem está aberto para as criptomoedas ainda pode ter todos os argumentos usados nos últimos anos. Comércios físicos e online cada vez mais aceitam criptomoedas. Elas não estão (tão) ligadas a políticas econômicas e governos, seja de qual vertente for, e seus humores. E ainda há a possibilidade de crescimento e valorização muito maiores que poupança e até alguns fundos.
Além disso, há a comodidade. Com plataformas como a Olymptrade dá para comprar criptomoedas de casa, do carro, do escritório ou qualquer lugar com seu computador, tablet ou celular.
A burocracia e a dificuldade de operar, além de taxas e mais taxas de corretoras é sempre um enorme fator de desânimo para pessoas comuns, que não conhecem tanto sobre esse mundo. São esses os investidores que têm o potencial para alavancar iniciativas como o surgimento de uma moeda virtual.
Veremos se com criptomoedas ligadas a instituições de maior nome e aceitação central, o cenário começa a virar. Elas não significam o fim das moedas virtuais “autônomas”, porque elas seguem tendo idealistas/puristas e investidores mais atirados do seu lado. Mas a concorrência e a maior aceitação de toda a ideia podem fazer as iniciativas serem ainda mais visadas e estáveis.
