Isaack Barbosa Ribeiro, Gilberto Nunes de Oliveira Junior, Ricardo Diego Pereira e Kleberson Campos
A cúpula da Segurança Pública de Alagoas apresentou no final da tarde desta quarta-feira, 20 de julho, quatro dos cinco suspeitos de terem participado de um estupro coletivo registrado no município de Penedo e que teve como vítima uma adolescente de 17 anos.
Na presença do delegado geral da Polícia Civil de Alagoas, Paulo Cerqueira, e do secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, o delegado de Penedo, Guilherme Martim Iusten, forneceu para boa parte da imprensa detalhes sobre o crime que foi registrado no dia 26 de junho.
Durante a coletiva, Iusten reafirmou que não há dúvidas de que a vítima sofreu um estupro coletivo e que estava dopada no momento do crime. “Não há dúvidas que o crime aconteceu, só nos resta saber qual a participação de cada um no caso que é mais abrangente do que se parece”, salientou o titular da 7ª Delegacia Regional de Polícia.
Os presos foram identificados como Klebson Campos, 36; Gilberto Nunes Oliveira Junior, 29; Isack Barbosa Ribeiro, 36; e Ricardo Diego Pereira Santos, 30. Um quinto envolvido no crime está foragido e a Polícia Civil já se encontra em diligência para prendê-lo.
Em entrevista, eles confirmaram que conhecem a vítima e que estiveram com ela no dia do fato em um encontro que foi marcado com membros de um grupo de WhatsApp, mas negam que houve crime. Apenas o suspeito Ricardo Diego confirmou que teve relação sexual com a adolescente, mas que de forma consentida.
Ao ser questionado sobre o vídeo que circula pelas redes sociais, o delegado de Penedo explicou que as imagens mostram claramente a violência sexual. “As imagens são chocantes. Mostram a jovem deitada, imobilizada, e com a genitália ensanguentada. Mesmo com o sangue e os gritos de dor, eles não pararam de praticar o ato como se o sofrimento da vítima trouxesse algum tipo de prazer para eles”, complementou Iusten, enfatizando que a adolescente passou cerca de 12 horas com os acusados.
Ainda sobre o vídeo, o delegado contou que apesar das imagens não mostrarem o rosto dos suspeitos, as evidências da participação deles no caso são muitas. “Não vamos divulgar as imagens porque são muito violentas. As tatuagens no corpo da garota do vídeo comprovam que ela é a mesma que nos procurou para denunciar o crime e apontar os responsáveis por ele”, acrescentou.
A autoridade policial solicitou perícia no local do crime, em objetos pessoais e peças de roupas usadas pelos suspeitos para fundamentar o pedido de prisão, junto com o laudo do exame de conjunção carnal feito pela vítima, no Instituto Médico Legal de Arapiraca.
Os suspeitos
Ricardo Diego confessou que teve relação sexual com a vítima, mas negou que houve estupro uma vez que, segundo ele, a adolescente consentiu o ato.
Klebson Campos disse em sua defesa que esteve na casa onde supostamente o fato foi registrado, mas que saiu antes de tudo acontecer e que seria incapaz de praticar tal ato. Ele disse também que a adolescente fez a denúncia por pressão dos pais e que vai provar sua inocência.
Por outro lado, Gilberto Oliveira disse que a adolescente chegou à o convidar para ter relação sexual com ela, mas que ele não aceitou. “Ela queria transar comigo, mas eu não quis. Nunca tive nada com ela na minha vida. Eu sou inocente”, declarou.
Já Isack Barbosa, que foi preso em Neópolis-SE, disse que estava na casa onde tudo acontece e que a vítima foi quem se dopou e sugeriu o sexo coletivo. “Ela que se dopou e teve a ideia, mas eu não mantive relação sexual com ela. Também sou inocente e a Justiça vai descobrir isso”, alegou.
Crimes
De acordo com o delegado, os suspeitos irão responder por estupro de vulnerável, oferecer e entregar álcool a menor de idade e divulgação de pornografia infantil. Um deles ainda deve responder por tráfico de drogas, já que as investigações apontam o oferecimento de maconha à vítima. Ao término da coletiva, os suspeitos foram levados à delegacia de Penedo, local onde permanecerão à disposição da Justiça alagoana.
Compartilhamento de vídeo do crime
O delegado de Penedo, por meio de nota, informa a população penedense que de acordo com o Art. 241-A e Art. 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, estará cometendo crime quem adquirir, possuir ou armazenar, oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, tendo como pena prevista a de reclusão, no limite de 6 (seis) anos. Dessa forma, aqueles que eventualmente armazenem ou repassem o vídeo referente a investigação do estupro coletivo, poderá ser responsabilizado criminalmente.
