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Na pandemia, mulheres têm mais ansiedade e insônia que os homens

Uma a cada três mulheres está sofrendo de insônia durante a pandemia, revelou um estudo da plataforma Gente, do Grupo Globo, que reúne pesquisas sobre hábitos e comportamentos dos brasileiros. Segundo a pesquisa, 33% das mulheres brasileiras têm apresentado o problema durante este período, enquanto o percentual de homens com insônia é de 19%.

Além da insônia, as mulheres têm sentido mais do que os homens o efeito negativo da pandemia em outros quesitos. De acordo com o estudo, 49% das mulheres relataram ter ansiedade no período, enquanto a taxa de homens com o problema é de 33%. Na alimentação excessiva o percentual de mulheres é de 42% e o de homens 36%, já os relatos de enxaqueca dobram quando comparados: 18% das mulheres sofrem com o problema e 9% dos homens.

E os dados têm um histórico que os justificam. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil já é, desde 2017, o país do mundo com mais pessoas sofrendo com ansiedade, o que equivale a 9% da população com o transtorno. Segundo o Gente “com a chegada da pandemia, as pressões na saúde mental e emocional da população foram aceleradas e a busca por assuntos relacionados à ansiedade está na maior alta já vista no país”.

Em entrevista ao portal UOL, a psicóloga e mestre em Psicologia Cognitiva, Nina Taboada, explicou que as mulheres são mais afetadas pelas crises, mas que isso não se refere a uma questão biológica e sim emocional. “Mesmo entre as mulheres que vivem em casas onde a divisão de tarefas é feita de maneira igual entre homem e mulher, normalmente essa divisão se refere mais à execução das atividades, e não da gestão. Ou seja, o ato de pensar, planejar e de tomar decisões recai sobre as mulheres”, disse à publicação.

Como diminuir a insônia

Um sono de qualidade é essencial para manter a qualidade de vida e prevenir doenças. Por isso mantenha uma alimentação saudável. Deve-se evitar tanto o jejum como uma refeição muito pesada à noite. Regular os níveis de magnésio é importante também, pois o nutriente é perdido em quantidades aceleradas sob condições de estresse, o que pode atrapalhar o descanso.

Prepare o ambiente para dormir. A temperatura deve estar agradável, o local o mais escuro possível, sua posição confortável e o espaço silencioso, pois tudo isso interfere na qualidade do sono.

Manter uma rotina mesmo na pandemia é essencial para ajudar a regular o sono. Deite apenas quando sentir sono e acorde no horário de costume. Na noite seguinte seu sono terá mais qualidade.

Evite ficar mexendo no celular ou tablet antes de dormir. Ao escurecer nosso corpo produz melatonina, um hormônio que ajuda nosso organismo a se preparar para dormir. As luzes fortes desses aparelhos podem atrapalhar essa produção e interferir na qualidade do sono.

Não se automedique. Remédios para dormir utilizados sem prescrição médica são perigosos para a saúde.