Uma das funções da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), é assegurar o atendimento e orientação as vítimas de violência sexual. O serviço funciona por 24h e atende pessoas de ambos os sexos. De janeiro a dezembro de 2018, foram contabilizados na MNSL 253 atendimentos a vítimas de violência sexual. Em 2017, foram 291, o que indica uma pequena queda no registro de atendimentos.
Mas, de acordo com coordenadora do Pronto Socorro da maternidade, Lourivânia Melo Prado, por outro lado, é expressivo o número referente a menores violentados, que fica em 191 vítimas dentro do universo total dos 253 atendimentos realizados no ano passado. A enfermeira conta que a maior incidência dos casos de abuso sexual, de janeiro a dezembro de 2018, ocorreu entre jovens menores de 18 anos, em sua maioria do sexo feminino. Já contra maiores, foram registradas 62 ocorrências. As Estatísticas da MNSL apontam o abuso e o estupro como os tipos de violências mais comuns. O abuso sexual praticado contra crianças pode ocorrer na família, através do pai, padrasto, irmão ou outro parente qualquer.
“O correto é a vítima procurar a MNSL imediatamente, porque a profilaxia contra gravidez indesejada e contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) pode ser prescrita em tempo hábil”, disse. Lourivânia enfatizou que no caso da administração do antirretroviral, coquetel contra o vírus HIV, causador da Aids, pode ser feita em até 72 horas.
Sobre a violência contra menores, a profissional alerta que a faixa etária mais molestada é de 2 a 10 anos de idade, sendo que, na maior parte dos casos, a agressão é praticada por familiares. A enfermeira atenta que a MNSL funciona durante 24 horas para atendimento às vítimas de violência, com uma equipe assistencial composta de médicos, assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos, técnicos de enfermagem preparados para realizar atendimento com qualidade.
