Cruzamento de folhas constatou servidores acumulando até quatro cargos em poderes diferentes
Um cruzamento realizado entre as folhas de pagamento do Estado, do Município de Maceió, da Assembleia Legislativa de Alagoas e da Câmara de Vereadores da capital, a pedido do Ministério Público Estadual de Alagoas, constatou que existem mais de cinco mil servidores públicos acumulando dois, três ou até quatro cargos em instâncias de poderes diferentes. Diante dessa constatação, o MPE/AL quer que as instituições adotem as medidas necessárias para demitir aquelas pessoas que estejam ocupando as funções de maneira irregular.
O resultado do cruzamento foi apresentado aos promotores de Justiça Fernanda Moreira e Coaracy Fonseca, titulares das 15ª e 17ª Promotorias de Justiça das Fazendas Públicas Municipal e Estadual, numa reunião que ocorreu na sede do Ministério Público, no último dia 27. Foi a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Segesp) que realizou o cruzamento e encontrou cerca de cinco mil servidores em situações de acumulações de cargos.
“Ainda não sabemos quantos desses funcionários estão exercendo os trabalhos de forma irregular, haja vista que há previsão na Constituição Federal para o acúmulo de cargos em alguns casos, a exemplo da atividade de docência. Então, uma comissão mista foi criada, entre técnicos do Estado e do Município, exatamente com a finalidade de convocar esses servidores e saber da situação de cada um. Os casos comprovados de ilegalidade serão corrigidos, ou seja, os servidores terão que optar por um dos trabalhos. E claro, aquelas situações de acúmulo de três e quatro cargos, não terão nem argumentos aceitos. Humanamente é impossível trabalhar em quatro empregos por dia”, explicou a promotora de Justiça Fernanda Moreira.
Prazo
Após reunião, ficou estabelecido que a comissão mista terá que ser criada, através de portaria a ser publicada no Diário Oficial, tanto do Estado quanto do Município, dentro de um prazo de 30 dias. E, após a criação dela, cada Poder Executivo e Legislativo terá 120 dias para solucionar os casos constatados como ilegais.
