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Mercado Municipal: Torrando a paciência

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Mercado Municipal: Torrando a paciência

Qual a utilidade de um prédio fechado, especialmente quando tem uma destinação comercial? Nenhuma. Somente prejuízos é o que se tem a contabilizar, registrando-se, no caso em tela, furtos, a depredação e o comprometimento da conservação. Sua teimosia em assim permanecer após tantos meses do término de sua reforma só pode ter um significado: está se tornando um monumento sagrado e consagrado a torrar a paciência dos que lá irão praticar o comércio. Perde também toda a cidade. Significa claramente um alheamento a atividade econômica, tão essencial, e uma terrível cegueira política. Como entender que num ano de campanha eleitoral, não soube o prefeito tirar dividendo com a inauguração? Existe justificativa para tamanho descuido de estratégia política?

Afinal de contas, por que não foi inaugurado o torrador de paciência? Pela falta de complementação de pequenos detalhes? Mas quem foi que disse ou é capaz de afirmar, à luz da sensatez, que o supérfluo é tão importante ao ponto de impedir que a essência se torne realidade? Picuinhas e pequenos detalhes, próprios da vaidade feminina, não podem interferir na seriedade das decisões.

Quase diariamente passamos pela sua frente e não cansamos de esticar o olhar em busca de novidade, torcendo para vê-lo com suas portas abertas. Nada muda, permanecendo estupidamente fechado.

Há poucos dias atrás, casualmente nos encontramos com o Gustavo Lisboa, um dos interessados diretos, vencedor na concorrência para voltar a explorar o restaurante ao lado do Teatro 7 de Setembro. Procuramos saber se tinha conhecimento das causas impeditivas da inauguração. Informou-nos que é pela falta de construção das calçadas laterais. Inacreditável! Quanta infantilidade e falta de seriedade, reagimos intimamente, diante de uma situação tão importante! Infantilidade que se irmana perfeitamente com a falta de humanismo e sensibilidade sócio – econômica.

Acreditamos que o acerto de uma escolha deve pautar – se no pragmatismo, avaliando entre os diversos caminhos aquele que melhor atende os anseios da sociedade. Assim, entre inaugurar sem calçadas e não fazer sem as mesmas, onde está a melhor vantagem? É evidente, mesmo a uma inteligência abaixo da média, que a primeira opção não é apenas a mais importante, mas a única. Eis porque não concordamos com tanta falta de discernimento, , merecedor do repúdio geral.

Prefeito, vamos inaugurar o infelicitado mercado, refém do obscurantismo que teima impedir o seu reencontro com a sua finalidade. De molho encontra – se a expectativa dos interessados diretos e também de toda a cidade. Impronunciável é o verbo esperar. Sabemos da extrema dificuldade financeira do município, herdeiro, como afirma, de uma dívida impagável. É exatamente essa calamidade que aconselha a sua inauguração. Não haverá necessidade de gastos. Basta que se faça a comunicação pelo rádio. Esqueça a festa e os inoportunos discursos. A falta de calçamento das ruas adjacentes e calçadas laterais serão posteriormente feitos. Não constitui nenhum obstáculo ao comércio. Você poderá praticar um ato que será marcante pela simplicidade e originalidade. Basta que volte por um instante a ser criança e tome uma atitude singular, pronunciando as palavras mágicas: Abram – se as portas do mercado!

Nada mais do que isso. Embora não seja uma mágica, mágico será o momento quando o peito oprimido pela ansiedade dará lugar ao sorriso largo e escancarado pela alegria. Nuvens escuras que empanam o brilho do nosso céu devem ser dissipadas. É hora, ilustre prefeito, de semear a felicidade.

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