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Política

Mensagem contra eleitores de Lula repercute em Penedo; MPT tem canal para denúncias

Mesmo após o encerramento das eleições, o Ministério Público do Trabalho (MPT) continua recebendo denúncias de assédio eleitoral

Uma publicação feita por uma liderança de Penedo ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de uma mensagem que defende retaliações contra pessoas que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no último domingo, 25 de outubro.

Compartilhado no Instagram, o texto sugere que empregadores demitam funcionários e empregadas domésticas que sejam petistas. A mensagem também incentiva o rompimento de relações comerciais com cabeleireiros e estabelecimentos identificados com o partido.

“Você tem uma empregada doméstica que é petista? Mande embora. Tem um funcionário que é petista? Demita”, diz um trecho da publicação, que ainda recomenda deixar de consumir produtos e serviços de pessoas que apoiam o PT.

A mensagem termina afirmando que o voto de quem escolheu Lula prejudicaria os negócios, a família e a vida de outras pessoas. O conteúdo provocou repercussão por defender consequências profissionais e econômicas com base na posição política dos trabalhadores e prestadores de serviços.

MPT recebe denúncias de assédio eleitoral

Mesmo após o encerramento das eleições, o Ministério Público do Trabalho (MPT) continua recebendo denúncias de assédio eleitoral. A prática ocorre quando alguém sofre pressão, ameaça ou constrangimento no ambiente de trabalho por causa de suas escolhas políticas ou de seu voto.

Em Alagoas, quem foi ameaçado de demissão ou sofreu outro tipo de represália relacionada à sua posição política pode formalizar uma denúncia ao órgão.

O procedimento pode ser feito pelo site do MPT em Alagoas, no endereço prt19.mpt.mp.br/servicos/denuncias, pelo telefone (82) 3201-5000 ou presencialmente na sede do órgão, localizada no Norcon Empresarial.

A legislação brasileira protege a liberdade de escolha política dos trabalhadores. Ameaças de demissão e outras formas de pressão relacionadas ao voto podem configurar assédio eleitoral e resultar em medidas contra os responsáveis.