Reunião no gabinete do prefeito
O prefeito de Maceió Cícero Almeida e o secretário estadual de Saúde, Herbert Motta, se reuniram hoje para definir os últimos detalhes do convênio que vai possibilitar a criação, na capital alagoana, de um Centro de Dependentes Químicos Involuntários.
O centro vai funcionar em Riacho Doce, num antigo terreno da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis). Os dois parceiros, Estado e município, entrarão com a liberação de recursos e pessoal qualificado – psicólogos, enfermeiros, médicos e assistentes sociais – para atender os dependentes químicos.
O convênio será formalizado dentro de 15 dias, após superadas algumas etapas, como a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público Estadual. Os promotores de Justiça Flávio Gomes e Cecília Carnaúba também participaram da reunião realizada no gabinete do prefeito Cícero Almeida, ontem pela manhã.
Quando ficar pronto, o centro vai ter capacidade para atender 40 dependentes químicos que para lá serão levados de forma involuntária, contra a própria vontade, mas com o consentimento dos pais ou responsável.
Segundo a presidente do Fórum de Combate às Drogas, Noélia Costa, existem hoje, em Alagoas, 30 casos catalogados de dependentes que são mantidos acorrentados em casa pelos familiares. Essa medida extrema, e que pode ser considerada cárcere privado pelas autoridades, só é tomada pelos parentes porque não há no estado um local adequado para o tratamento.
“Quem tem dinheiro paga até R$ 12 mil para custear um tratamento em Pernambuco. Mas quem não tem essa quantia acaba apelando para meios mais radicais, como acorrentar. Com a chegada desse centro, que deve ser o primeiro do tipo no Nordeste, a situação vai melhorar”, avalia Noélia Costa.
O prefeito Cícero Almeida disse não haver empecilhos para colocar o projeto em prática e que já acionou a Procuradoria Geral do Município (PGM), para dar celeridade à tramitação do convênio.
