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Penedo

“Lei da Palmada” é tema de projeto desenvolvido em escola de Penedo

Alunos do Colégio Estadual realizaram um júri simulado sobre o tema

Alunos do ensino médio noturno do Colégio Estadual Comendador José da Silva Peixoto, coordenados pela professora de Língua Portuguesa, Vanusia Barbosa dos Santos, realizaram na noite desta quarta-feira, 30, mais um importante projeto destinado ao desenvolvimento social dos muitos jovens que aderiram o projeto. Este ano o evento teve como tema a polêmica questão da “Lei da Palmada”.

Os trabalhos no colégio, que fica localizado na parte alta de Penedo, tiveram início com a exposição dos livros escritos pelos próprios alunos. Em dezenas de páginas, os estudantes descreveram sua trajetória de vida, abordando importantes acontecimentos registrados desde os primeiros dias de vida até os dias atuais. “São relatos comoventes e de muita inspiração”, declarou a professora Vanusia.

Em seguida, as atenções se voltaram para as homenagens destinadas ao jovem Everton Irlan Moreira, aluno do colégio que faleceu em um acidente de moto registrado na madrugada do dia 24 de junho. O momento foi marcado de muita emoção. Ao termino da primeira etapa do evento, realizada no pátio da unidade educacional, os estudante se dirigiram ao auditório, onde aconteceu o ponto alto do projeto: O júri simulado com o tema “A Lei da Palmada”.

“Quem ama educa, sem bater”

A lei diz em sua ementa que o novo ordenamento jurídico visa “dá o direito a crianças e adolescentes de serem criados e educados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante”. A norma diz também que “os pais que fizerem uso da palmada serão punidos e quem tiver conhecimento do uso da palmada, como os médicos, professores ou funcionários públicos, é obrigado a denunciar ou receberá multa de até 20 salários de referência”.

“Começa com uma palmada…”Cone Freire - aquiacontece.com.br

Um caso fictício criado pela professora Vanusia com o auxilio de alguns colaboradores foi posto em pauta. E os alunos, divididos entre promotor de Justiça, juiz, advogados, réu e conselho de setença analisaram todos os fatos do caso que a todo tempo remetia para grandes atos de violências praticados contra crianças, casos que tiveram repercussão a nível nacional.

A aluna Maria Letícia exerceu o papel de promotora de Justiça. Em sua fala, a jovem declarou que a lei é importante porque visa coibir os excessos. “Começa com uma palmada e depois as crianças são espancadas. É nosso dever protegê-las”, exclamou. A jovem pediu ao conselho de sentença para condenar o pai de uma criança que havia falecido após ser vítima de uma série de maus tratos e agressões físicas.

O papel do Réu foi encenado pelo aluno José Deildo Laurindo da Silva. O genitor da garota terminou sendo condenado por sete votos à zero. Já a madrasta foi punida com a prestação de serviços comunitários. Os advogados de defesa foram representados pelos estudantes Hudson Correia e Flávia Maria.

“Fiquei satisfeita com o trabalho e o esforço dos meus alunos que também fizeram pesquisas, entrevistas e visitas às casas que cuidam de crianças e adolescentes. Fomos informados pela Assistente Social Cássia da UPA de Penedo que foram notificados em 2011 sete casos, em 2012, treze casos de agressões físicas a crianças e adolescentes, praticados na maioria por pais e padrastos, em nossa cidade”, finalizou Vanusia.